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Brasil comemora fim das tarifas sobre o café nos EUA e busca isenção também para o café solúvel, afirma Cecafé

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Fim da tarifa de 40% sobre o café verde é comemorado pelo setor

A retirada da tarifa de 40% sobre o café verde brasileiro pelos Estados Unidos foi recebida com entusiasmo pelo setor cafeeiro nacional. O anúncio, feito na quinta-feira (20), integrou uma lista de cerca de 200 produtos beneficiados pela isenção tarifária. A medida foi considerada um marco após anos de perda de competitividade provocada pelas políticas comerciais implementadas durante o governo de Donald Trump.

Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Candido, a decisão representa uma recuperação de espaço no mercado americano, que nos últimos meses já vinha reduzindo a presença do blend brasileiro. “Os Estados Unidos representam entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões das nossas exportações de café. Nos últimos três meses, a queda foi de cerca de 50%, e com a manutenção da tarifa poderíamos perder mais 30%”, afirmou.

Encontro entre Lula e Biden fortaleceu negociações

Candido destacou ainda que o diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Joe Biden, ocorrido recentemente na Malásia, foi determinante para o avanço das tratativas. “Naquele encontro, ficou claro que as questões políticas seriam deixadas de lado, priorizando-se os temas comerciais”, ressaltou o dirigente.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, classificou o dia 20 de novembro como “histórico para a cafeicultura brasileira”, celebrando a revogação da ordem executiva 14323, que impunha a tarifa sobre os cafés do Brasil.

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Setor busca isenção também para o café solúvel

Apesar da vitória, ainda há pendências em relação ao café solúvel, que segue tarifado. Matos explicou que o foco agora é retomar o espaço nos blends e reconstruir as relações comerciais com os importadores americanos. “Com a isonomia recuperada, temos condições de reduzir os impactos que poderiam ser incalculáveis e irreparáveis”, afirmou.

O dirigente também ressaltou o reconhecimento internacional da sustentabilidade da cafeicultura brasileira, citando avanços em tecnologia, inovação, produtividade e preservação ambiental, com destaque para o carbono negativo do café nacional — tema amplamente discutido durante a COP em Belém.

Apoio de instituições e autoridades brasileiras foi decisivo

O Cecafé e o governo brasileiro contaram com forte apoio da National Coffee Association (NCA), além da atuação direta do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura) e do chanceler Mauro Vieira.

De acordo com Matos, a modificação da ordem executiva norte-americana reconhece o “processo de negociação bem-sucedido”, abrindo espaço para futuras isenções de produtos ainda não contemplados. “O ambiente atual é favorável para que o Brasil siga avançando e gerando progresso econômico”, avaliou.

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Impactos econômicos e risco de prejuízo bilionário

Antes da decisão, as negociações em Brasília envolveram o Cecafé, a Associação Brasileira das Indústrias de Café Solúvel (Abics) e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que alertaram o governo para as perdas que o setor já acumulava.

“O Brasil vinha enfrentando forte pressão nos diferenciais de preço aplicados ao nosso café, o que ampliou os descontos sobre a bolsa internacional. Estimávamos que, em 12 meses, as perdas poderiam chegar a US$ 3 bilhões na balança comercial”, explicou Márcio Candido.

Ele também lembrou que os estoques de café brasileiro nos EUA chegaram a zero, o que fez com que os consumidores americanos passassem a consumir blends sem grãos do Brasil, uma situação considerada “extremamente preocupante”.

Café solúvel representa 10% das exportações aos EUA

Candido reforçou que o café solúvel responde por cerca de 10% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, e que sua isenção tarifária será a próxima meta das entidades. “O café solúvel é responsável por gerar de três a quatro vezes mais empregos do que o café em grão, por se tratar de um produto de maior valor agregado e com maior impacto na indústria nacional”, destacou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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