RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado na Malásia e na Coreia do Sul

Publicados

AGRONEGÓCIO

Brasil conquista novas aberturas comerciais na Ásia

O governo brasileiro concluiu novas negociações fitossanitárias com a Malásia e a República da Coreia (Coreia do Sul), ampliando o alcance do agronegócio nacional. O anúncio contempla a autorização para exportação de grãos secos de destilaria (DDG) para o mercado malaio e de amêndoas de macaúba e noz-pecã para o mercado coreano.

Esses avanços elevam o número total de novas oportunidades de negócios abertas para o setor agropecuário brasileiro desde o início de 2023 para 491.

Exportação de DDG para a Malásia fortalece a pauta de proteínas

Na Malásia, as autoridades aprovaram a entrada de DDG, um coproduto da produção de etanol a partir de grãos – principalmente milho – conhecido por seu alto teor de proteína, energia e fósforo, sendo amplamente utilizado em rações para bovinos, suínos e aves.

Com mais de 35 milhões de habitantes, a Malásia importou cerca de US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano.

Essa nova abertura comercial se soma a outras conquistas recentes, como as autorizações para exportação de pescados, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim, reforçando uma pauta diversificada e atendendo tanto ao setor alimentício quanto ao mercado de turismo e serviços de alimentação do país asiático.

Leia Também:  FertiSystem lança tecnologia para aumentar precisão no plantio durante a Tecnoshow Comigo 2026
Coreia do Sul amplia importações de produtos brasileiros

Já a Coreia do Sul aprovou o envio de amêndoas de macaúba e noz-pecã do Brasil. A macaúba, uma palmeira nativa brasileira, possui frutos ricos em óleo com potencial alimentar, cosmético e energético.

A noz-pecã, por sua vez, representa de 3% a 4% do mercado global de nozes e castanhas, com produção crescente no Brasil — especialmente nos estados do Sul. O país é hoje o quarto maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, México e África do Sul.

Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A inclusão de macaúba e noz-pecã na pauta exportadora reforça o estreitamento das relações bilaterais, que recentemente também resultaram em aberturas para gergelim e couro bovino.

Diversificação fortalece o agronegócio brasileiro

Ao ampliar seus mercados e incluir produtos de diferentes cadeias — de insumos para ração animal a frutos da bioeconomia —, o Brasil reforça sua imagem de fornecedor confiável e gera novas oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias de várias regiões do país.

Leia Também:  Produtividade da cana cresce 13% no Centro-Sul em abril e reforça expectativa positiva para a safra 2026/27

Os resultados refletem o trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm atuado para consolidar o posicionamento global do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

Publicados

em

Por

A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

Leia Também:  Eficiência reprodutiva começa antes da inseminação e impulsiona produtividade na pecuária de corte

O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

Leia Também:  Pecuária global vive escassez de oferta e Brasil ganha protagonismo no mercado de carne bovina

Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA