AGRONEGÓCIO
Produtor baiano moderniza cultivo de melancia com viveiro e packing próprios e impulsiona produtividade em Teixeira de Freitas
AGRONEGÓCIO
O produtor rural Pedro Orita, com mais de três décadas de atuação no sul da Bahia, transformou sua propriedade em referência nacional em tecnologia e produtividade no cultivo de melancia. Localizada em Teixeira de Freitas (BA), a fazenda soma 600 hectares destinados à produção de melancia e café, com média de 60 toneladas por hectare, podendo chegar a 80 t/ha em condições ideais de clima e manejo.
Clima desafia, mas também favorece a produção regional
Orita destaca que o clima é um fator decisivo tanto para o sucesso quanto para os desafios da lavoura.
“O município tem alta produtividade e tecnologia, o que garante frutas de excelente calibre e qualidade reconhecida. Mas o clima é nosso maior desafio. Quando há muita chuva, aumentam as doenças, então é preciso investir em aplicações preventivas de defensivos”, explica o produtor.
A região se consolidou como um dos polos mais produtivos da cultura no país, combinando condições naturais favoráveis e alto nível de profissionalização dos produtores.
Variedades e colheita garantem regularidade e qualidade ao longo da safra
A produção da fazenda é composta por 60% de melancia Pingo Doce, além das variedades Braba, 21, Talismã e Baby Premium. A safra ocorre entre outubro e abril, com as primeiras colheitas concentrando as frutas maiores — de 17 a 18 quilos — e os últimos cortes apresentando frutos de 9 a 10 quilos.
A distribuição abrange grandes centros consumidores como Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e região Sul, o que exige logística eficiente e estrutura de pós-colheita aprimorada.
Novo packing e viveiro próprio ampliam eficiência e qualidade
Para otimizar o escoamento da produção e garantir mais frescor aos consumidores, Pedro Orita inaugurou em novembro um packing próprio, capaz de operar entre 180 e 200 toneladas por dia.
“Esse packing era um sonho antigo desde que visitei áreas produtoras nos Estados Unidos em 2016. Com ele, conseguimos despachar caminhões com mais agilidade e manter a qualidade das frutas”, afirma Orita.
Outra inovação foi a instalação de um viveiro próprio, que eliminou a dependência de mudas vindas de outras regiões, como Brasília. Antes, o transporte podia durar até um dia e meio, comprometendo o vigor das plantas. Agora, todo o processo — da semeadura à pré-germinação e permanência em estufas — ocorre dentro da fazenda, com capacidade para 100 mil mudas por ciclo.
Propriedade é escolhida para sediar evento técnico nacional da BASF/Nunhems
Reconhecida pelo alto nível tecnológico e pela verticalização da produção, a propriedade de Orita foi escolhida para sediar a segunda edição do Techshow Melancia, promovido pela BASF/Nunhems. O evento reúne produtores e especialistas de todo o país para discutir inovações e compartilhar experiências sobre o cultivo da fruta.
“Queremos mostrar um produtor 100% verticalizado, com viveiro, campo e beneficiamento próprios. Essa estrutura conecta o campo ao varejo e agrega valor para o consumidor final”, destacou Bruna Oliveira, gerente de marketing da BASF/Nunhems.
Orita celebra a oportunidade de trocar conhecimento com outros produtores:
“Receber colegas de várias regiões é uma grande troca. Sempre participo de eventos pelo país para buscar novas ideias e tecnologias”, conclui o agricultor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira
As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.
Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão
Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.
Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas
No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.
O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.
China amplia importações e consolida liderança entre os compradores
Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.
As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.
O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.
Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês
Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.
A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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