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Mercado de carne suína segue estável, mesmo com boa fluidez e expectativa de alta no consumo de fim de ano

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Setor de carne suína mantém equilíbrio, mas sem avanço nos preços

A semana foi marcada pela estabilidade no mercado de carne suína, tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes no atacado. De acordo com o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, o ritmo de negociações foi fluido e dentro de um ambiente equilibrado, mas sem espaço para reajustes positivos nas cotações.

Segundo Maia, a indústria adota postura cautelosa, observando o comportamento da carne no atacado. Embora tenha havido uma melhora recente na demanda, o avanço foi modesto e insuficiente para impulsionar os preços.

“Os preços dos cortes voltaram a andar de lado, o que mostra que o mercado segue operando com prudência”, afirmou o analista.

Expectativas voltadas para o consumo de fim de ano

O setor mantém expectativas positivas para o consumo nas semanas que antecedem as festas de fim de ano, impulsionado pelo pagamento do 13º salário e pelo aumento da demanda sazonal.

Maia ressalta que os suinocultores têm controlado a oferta de animais, aguardando uma possível sustentação dos preços no curto prazo. Nesse cenário, o desempenho das exportações se consolida como um fator decisivo para o equilíbrio do mercado.

“Diante do quadro atual, as exportações seguem sendo o principal termômetro para o setor”, reforçou o analista.

Preços estáveis em todo o país

Levantamento da Safras & Mercado indica que o preço médio do quilo do suíno vivo permaneceu em R$ 7,95 na semana. Já os cortes de pernil no atacado registraram média de R$ 13,59, e a carcaça suína foi cotada a R$ 12,69.

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A análise regional mostrou pequenas variações ou estabilidade nas principais praças produtoras:

  • São Paulo: arroba suína caiu de R$ 168,00 para R$ 167,00;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo em R$ 6,75 (integração) e R$ 8,45 (interior);
  • Santa Catarina: quilo vivo em R$ 6,70 (integração) e R$ 8,40 (interior);
  • Paraná: estabilidade em R$ 8,50 no mercado livre e R$ 6,90 na integração;
  • Mato Grosso do Sul: quilo vivo em R$ 8,00 (Campo Grande) e R$ 6,70 (integração);
  • Goiás: cotação estável em R$ 8,20;
  • Minas Gerais: preços de R$ 8,50 no interior e R$ 8,70 no mercado independente;
  • Mato Grosso: quilo vivo em R$ 8,00 (Rondonópolis) e R$ 7,20 na integração.
Exportações seguem em ritmo moderado em novembro

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” somaram US$ 120,98 milhões em novembro (até o dia 15, com 10 dias úteis), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O país embarcou 48,55 mil toneladas no período, com média diária de 4,85 mil toneladas e valor médio de US$ 2.491,90 por tonelada.

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Na comparação com novembro de 2024, houve queda de 15,9% no valor médio diário, recuo de 14,3% na quantidade exportada e redução de 1,9% no preço médio.

Mesmo com o ritmo mais lento, o mercado externo segue como um importante canal de escoamento e fator de equilíbrio de preços no mercado interno.

Perspectivas

Com a oferta controlada, o consumo interno aquecido no fim do ano e a manutenção do fluxo exportador, o mercado de carne suína tende a manter estabilidade nas próximas semanas.

Para o início de 2026, o desempenho das exportações e o comportamento do consumo doméstico serão determinantes para definir o rumo das cotações, especialmente diante de um cenário de margens ajustadas e custos de produção ainda elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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