AGRONEGÓCIO
UPL defende papel central da agricultura na redução de emissões de carbono durante a COP30 em Belém
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Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), o chairman e CEO global da UPL, Jai Shroff, destacou que os agricultores têm potencial para reduzir em até 10% suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) utilizando tecnologias agrícolas sustentáveis já existentes no mercado.
Segundo Shroff, essa redução seria suficiente para representar aproximadamente 2,5% das emissões globais, considerando que entre 25% e 30% das emissões mundiais vêm da atividade agropecuária. “Com as tecnologias disponíveis hoje, cada produtor pode diminuir sua pegada de carbono em 10%. Essa redução teria um impacto real na descarbonização do planeta”, afirmou o executivo.
Agricultura deve ser reconhecida como aliada na transição climática
O CEO da UPL ressaltou que a agricultura precisa ser reconhecida como parte essencial da transição climática global, destacando o protagonismo do setor na mitigação das mudanças climáticas.
“Temos exemplos de produtores que, usando tecnologias da UPL, reduzem até quatro toneladas de carbono para cada tonelada de café produzida. Queremos mostrar aos líderes globais que os agricultores fazem parte da solução climática”, enfatizou Shroff.
Ele também reforçou que o uso de soluções agrícolas biológicas e sustentáveis, área em que a UPL é líder mundial, pode gerar resultados imediatos e positivos, contribuindo diretamente para o equilíbrio ambiental e a regeneração dos solos.
Campanha global destaca agricultores como “heróis da ação climática”
Com o objetivo de dar visibilidade a histórias reais de transformação no campo, a UPL lançou a campanha global #AFarmerCan, que celebra o papel dos produtores rurais como “heróis que o mundo não sabia que precisava”.
A iniciativa homenageia agricultores que adotam práticas sustentáveis, como o uso racional de insumos, a conservação da água e a redução das emissões de GEE, contribuindo para uma agricultura mais resiliente e regenerativa.
Café carbono negativo do Brasil é destaque na COP30
Durante a COP30, a UPL apresenta na AgriZone e em mais de mil peças de comunicação espalhadas por Belém exemplos de práticas sustentáveis no campo. Um dos destaques é o café carbono negativo da marca Mió, produzido em Minas Gerais com tecnologias do portfólio UPL.
O produto, que captura mais CO₂ do que emite, está sendo oferecido para degustação na Blue Zone da conferência, espaço reservado para chefes de Estado, delegações oficiais e participantes credenciados. A ação reforça o papel transformador da agricultura na mitigação das mudanças climáticas e na busca por um futuro mais sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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