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Bolsas globais operam mistas com alta em Wall Street e quedas na Ásia; Ibovespa acompanha tom cauteloso

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As bolsas norte-americanas registram ganhos nesta segunda-feira (24), impulsionadas pela perspectiva de que o Federal Reserve mantenha os juros estáveis nas próximas reuniões. O Dow Jones sobe para 46.200 pontos, enquanto o S&P 500 avança cerca de 0,60%, alcançando 6.643 pontos. Já o Nasdaq Composite opera em alta, com investidores demonstrando maior apetite por ativos de risco diante da expectativa de desaceleração da política monetária americana.

Europa encerra pregão com desempenho misto

Os principais mercados europeus fecharam de forma mista, refletindo a cautela dos investidores após novas declarações sobre os juros nos Estados Unidos e sinais de avanço nas negociações que buscam encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia. O índice STOXX 600 recuou 0,30%, com Londres (FTSE 100) subindo 0,13%, Frankfurt (DAX) caindo 0,80%, e Paris (CAC 40) avançando 0,02%.

O movimento demonstra que, apesar da força observada em Wall Street, o cenário europeu segue pressionado pelas incertezas geopolíticas e econômicas.

Bolsas da Ásia seguem em queda com pressão sobre o setor de tecnologia

Os mercados asiáticos iniciaram a semana em forte baixa, acompanhando a onda de vendas globais registrada na sessão anterior. Em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 2,40%, enquanto em Hong Kong o Hang Seng Index teve queda de 2,4%. Já em Xangai, o CSI 300 cedeu 2,5%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia.

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A aversão ao risco na região reflete o aumento das incertezas econômicas e a desaceleração das exportações chinesas.

Ibovespa segue tendência internacional e recua

No Brasil, o Ibovespa acompanha o movimento global e registra leve queda, com os investidores atentos tanto ao cenário internacional quanto aos indicadores domésticos. O principal índice da B3 é negociado próximo de 154.770 pontos, com baixa de 0,39%, segundo dados do Yahoo Finance.

O mercado brasileiro segue reagindo à volatilidade externa, enquanto o setor produtivo observa os impactos da política de juros e da variação cambial sobre os custos de produção e exportação.

Efeitos no agronegócio brasileiro

A oscilação nas bolsas e as expectativas sobre juros globais têm reflexo direto no agronegócio. Taxas mais baixas favorecem o crédito rural e reduzem o custo de financiamento para produtores e cooperativas. Por outro lado, a aversão ao risco internacional pode diminuir a liquidez e afetar o câmbio, influenciando o preço das commodities agrícolas brasileiras.

A valorização do dólar, por exemplo, tende a aumentar a competitividade das exportações, mas também encarece a importação de insumos e maquinários agrícolas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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