AGRONEGÓCIO
Tecnologia de monitoramento reduz em 92% a mortalidade de bezerras em fazenda mineira
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Inovação tecnológica transforma o manejo de bezerras
A fase de cria é determinante para o futuro produtivo das vacas leiteiras. Um manejo eficiente nessa etapa garante a formação de animais mais saudáveis e produtivos. No entanto, a dificuldade em identificar precocemente doenças em bezerras — que tendem a ocultar sintomas clínicos — é um desafio recorrente para produtores.
Com o avanço das tecnologias de monitoramento, essa realidade começa a mudar. Ferramentas modernas têm permitido um acompanhamento individualizado e em tempo real dos animais, otimizando decisões e reduzindo significativamente a mortalidade.
Fazenda Estreito registra queda expressiva na mortalidade
Um exemplo desse avanço vem da Fazenda Estreito, localizada em Tapira (MG). Desde a adoção do SenseHub Dairy Youngstock, em agosto de 2024, o índice de mortalidade de bezerras entre 0 e 12 meses caiu de 23% para apenas 1,75% — uma redução de 92% em menos de um ano.
O proprietário da fazenda, Cristiano de Rezende Perdona Daniel, conta que já utilizava o sistema de monitoramento da MSD Saúde Animal em vacas adultas, onde a mortalidade é de apenas 0,6%. Diante dos bons resultados, decidiu ampliar o uso da tecnologia para as bezerras.
“O dispositivo trouxe resultados ainda mais expressivos e facilitou o manejo. Ele permite identificar doenças logo no início, antes mesmo de sinais clínicos visíveis, o que reduz o tempo e o custo dos tratamentos”, explica Daniel.
Sistema permite decisões rápidas e precisas
O SenseHub Dairy Youngstock acompanha o comportamento de bezerras desde o nascimento até os 12 meses de idade. O sistema detecta alterações de saúde e comportamento por meio de sensores instalados na orelha do animal.
Esses sensores emitem alertas automáticos — inclusive com luz LED para facilitar a localização das bezerras que precisam de atenção. As informações são transmitidas para um aplicativo, que gera relatórios detalhados sobre atividade, ruminação e comportamento de mamada, otimizando o trabalho diário dos colaboradores.
“O sistema gera dados precisos, antecipando alterações, favorecendo diagnósticos precoces e otimizando os tratamentos. Isso resulta em bezerras mais saudáveis e animais mais produtivos”, afirma Thatiane Kievitsbosch, gerente de Produtos de Soluções Tecnológicas para Ruminantes na MSD Saúde Animal.
Monitoramento inteligente e bem-estar animal
Na fase de pré-desmama, o sistema monitora mamadas, atividade e ruminação. Após o desmame, o foco passa a ser o acompanhamento da ruminação e do nível de atividade das bezerras.
De acordo com Thatiane, a ferramenta possui algoritmo de alta sensibilidade e especificidade, capaz de interpretar variações comportamentais com precisão.
“O verdadeiro potencial da tecnologia surge quando os alertas são integrados ao manejo diário, otimizando práticas e promovendo bem-estar. É um avanço significativo no cuidado e desenvolvimento das bezerras”, destaca.
Crescimento no uso de tecnologias de monitoramento
O sucesso do SenseHub reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: o uso de soluções tecnológicas baseadas em dados. Em 2024, a MSD Saúde Animal registrou um crescimento de 39% no faturamento de produtos voltados ao monitoramento animal.
“Essas ferramentas trazem benefícios diretos à eficiência e à rentabilidade das fazendas. Ao utilizar sensores, colares e softwares de gestão, o produtor tem acesso a informações em tempo real, o que permite uma tomada de decisão muito mais estratégica e proativa”, completa Thatiane.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas
Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros
O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.
Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.
O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.
Porto de Santos concentra maior volume de açúcar
O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.
Confira os volumes programados por porto:
- Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
- Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
- Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
- Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
- Porto do Recife: 21.943 toneladas
- Porto de Suape: 14 mil toneladas
O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.
Açúcar VHP domina exportações brasileiras
A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.
Do total previsto:
- 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
- 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
- 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.
O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.
Exportações avançam em volume, mas preços recuam
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.
A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.
Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.
O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.
Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai
Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.
O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.
Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.
Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.
O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.
Mercado acompanha clima, produção e demanda global
O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.
Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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