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Período chuvoso aumenta risco de pragas em pastagens e exige atenção redobrada dos pecuaristas

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Com o início do período chuvoso, pecuaristas precisam reforçar os cuidados com o manejo de pragas nas pastagens. A combinação de umidade e altas temperaturas cria um ambiente ideal para o surgimento de insetos que comprometem a produtividade das forrageiras e, consequentemente, o desempenho do gado.

Segundo Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro, essa é uma fase crítica para o manejo das pastagens. “Durante o período chuvoso, as forrageiras crescem com maior vigor, mas também ficam mais vulneráveis ao ataque de lagartas, percevejos e cigarrinhas, que reduzem a capacidade de recuperação das plantas e afetam o ganho de peso dos animais”, explica.

Principais pragas e impactos sobre as forrageiras

Entre as pragas que mais preocupam os produtores estão:

  • Lagarta-do-cartucho, que destrói folhas e causa desfolha intensa;
  • Cigarrinha-das-pastagens, responsável por reduzir o valor nutritivo das plantas;
  • Percevejo-castanho, que ataca raízes e colmos, prejudicando a estrutura das forrageiras.

Essas infestações comprometem a fotossíntese e diminuem a oferta de alimento disponível ao rebanho, gerando perdas na produtividade e no desempenho zootécnico do sistema.

Monitoramento e manejo integrado são essenciais

Para evitar danos significativos, o monitoramento constante das áreas é fundamental. “Inspeções frequentes permitem identificar pragas ainda no início do ciclo e agir rapidamente, antes que seja necessário recorrer a defensivos químicos mais intensos”, orienta Caldeira.

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O uso de inseticidas deve ser sempre criterioso, observando produtos registrados e específicos para pastagens. As aplicações devem ser realizadas em horários com menor probabilidade de chuva, evitando que o produto seja lavado e garantindo sua eficácia.

O especialista também reforça a importância do manejo integrado de pragas, que combina métodos químicos, biológicos e culturais. “Essa estratégia é a forma mais sustentável e eficiente de proteger as pastagens, pois mantém o equilíbrio do ecossistema e favorece o controle natural das pragas, reduzindo a necessidade de defensivos químicos”, destaca.

Erros comuns e o papel da assistência técnica

Caldeira alerta que falhas na aplicação dos defensivos ainda são comuns no campo, como o uso de produtos inadequados, pulverização em horários incorretos ou durante a chuva e falta de calibração dos equipamentos. Esses erros podem comprometer a eficiência do controle e aumentar os custos de produção.

Para garantir um manejo seguro e eficiente, o especialista recomenda seguir as instruções do fabricante, contar com orientação técnica e investir em treinamento da equipe. “A assistência técnica é essencial em todo o processo — desde a identificação correta da praga até a escolha e aplicação dos produtos. Isso evita desperdícios, reduz riscos ambientais e melhora o retorno econômico”, enfatiza.

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Tecnologias ampliam eficiência no controle de pragas

Novas soluções vêm ganhando espaço no campo e oferecendo alternativas mais sustentáveis. Os inseticidas de liberação controlada apresentam maior resistência à lavagem pela chuva, enquanto produtos biológicos à base de fungos e nematoides específicos têm se mostrado eficazes contra cigarrinhas e lagartas.

O uso de drones e sensores digitais também tem se expandido, permitindo o monitoramento preciso das pastagens e o controle localizado das infestações, reduzindo custos e impactos ambientais.

“Proteger a pastagem é proteger o alimento do rebanho. Um manejo bem planejado durante o período chuvoso garante mais produtividade, sustentabilidade e rentabilidade para o sistema pecuário”, conclui Guilherme Caldeira.

Axia Agro oferece suporte técnico e soluções completas

A Axia Agro, maior distribuidora e revendedora de insumos agropecuários do Brasil, disponibiliza assistência técnica especializada para auxiliar os pecuaristas no controle de pragas e no fortalecimento das forrageiras durante o período chuvoso.

Nas lojas físicas e online da Nossa Lavoura e da Agroline, marcas que integram o grupo, os produtores encontram inseticidas, produtos biológicos e tecnologias de manejo desenvolvidas para aumentar a eficiência produtiva e a sustentabilidade das propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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