RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mercados globais recuam com cautela antes de dados econômicos – bolsas brasileiras acompanham tom mais moderado

Publicados

AGRONEGÓCIO

Os futuros dos principais índices dos EUA iniciaram o dia em pequena queda: o Dow Jones Industrial Average recuava cerca de 0,16%, o S&P 500 caía 0,19% e o Nasdaq Composite perdia 0,33%. Esses sinais seguem uma sessão anterior de forte valorização das ações de tecnologia, enquanto o mercado aguarda novos indicadores de consumo e balanços corporativos nos Estados Unidos.

Céu cinzento na Europa, mas sem tendência firme

Nas bolsas europeias, o cenário permaneceu indefinido: o STOXX 600 avançou apenas 0,01%, o DAX da Alemanha caiu 0,13%, o FTSE 100 do Reino Unido subiu 0,12% e o CAC 40 da França ganhou 0,05%. O avanço é contido, diante da atenção dos investidores para o crescimento da economia alemã e o índice de confiança do consumidor francês.

Ásia lidera por enquanto — tecnologia e alívio geopolítico

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta com destaque para o setor de tecnologia. Em Xangai, o índice subiu cerca de 0,87% (3.870 pontos); o CSI 300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,95% (4.490 pontos); em Hong Kong o Hang Seng Index cresceu 0,69% (25.894 pontos). Em Seul, o KOSPI subiu 0,30% (3.857 pontos), e em Taiwan o TAIEX avançou 1,54% (26.912 pontos). O clima está positivo em função de sinais de menor tensão geopolítica e otimismo com inteligência artificial.

Leia Também:  Mercado de milho mantém baixa liquidez no Sul e registra oscilações na B3 com queda do dólar
Cenário no Brasil — comportamento moderado dos mercados

No Brasil, as bolsas seguiram o tom mais contido observado externamente. O mercado local reflete a cautela com dados macroeconômicos internacionais e o desempenho das exportações e commodities, elementos fundamentais para o agronegócio. Ainda que não haja números atualizados neste momento para todos os índices, o comportamento geral é de moderação, acompanhando as tensões externas e a expectativa por novos estímulos globais.

Tecnologias, geopolítica e influência nos mercados de agronegócio

O protagonismo das ações de tecnologia nas altas asiáticas evidencia um novo eixo de valorização no mercado global, que desafia o foco tradicional nos bens físicos. Para o setor do agronegócio brasileiro, isso significa que fatores como câmbio, taxas de juros e ambiente externo permanecem decisivos. O avanço de tecnologias de IA, menor disputa entre China e EUA e recuperação de ativos chineses podem favorecer a demanda por commodities — mas a execução prática ainda pende de confirmação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Publicados

em

Por

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 14,29 bilhões em agosto e seguem em alta

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Termina o plantio da soja, mas seca atrasa ciclo e derruba produtividade

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA