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Algodão mantém preços firmes no Brasil e exportações seguem em ritmo acelerado

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Os preços do algodão em pluma permanecem firmes no mercado brasileiro, impulsionados pela retração dos vendedores e pelo bom desempenho das exportações. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), produtores têm priorizado o cumprimento de contratos já firmados, mantendo-se distantes do mercado spot nacional. Essa postura, somada à elevação da paridade de exportação, tem dado suporte às cotações internas.

Demanda industrial avança com cautela

Do lado da demanda, as indústrias têxteis consultadas pelo Cepea têm demonstrado maior interesse por lotes de qualidade superior, embora as compras ocorram apenas em momentos de real necessidade. O resultado é um ritmo lento de negociações no mercado doméstico, mas com preços sustentados.

Exportações brasileiras crescem e podem bater recorde

Enquanto o mercado interno segue estável, as exportações de algodão estão em ritmo intenso. Na parcial de novembro, o volume embarcado pelo Brasil já alcança 323,1 mil toneladas, número 7,9% superior ao total exportado em novembro do ano passado e quase 10% acima do volume registrado em outubro deste ano, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Se mantiverem esse desempenho, os embarques de novembro poderão atingir o maior volume mensal de 2025, superando as 438 mil toneladas.

Bolsa de Nova York registra leve alta com dólar enfraquecido

No mercado internacional, o algodão também apresentou movimento positivo. A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) encerrou a terça-feira (25) com leve valorização, influenciada pelo enfraquecimento do dólar frente a outras moedas e pela avaliação dos dados de exportação dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas americanas de algodão upland referentes à safra 2025/26, iniciada em 1º de agosto, somaram 157,6 mil fardos na semana encerrada em 9 de outubro.

Os contratos para março de 2026 fecharam cotados a 64,23 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,23 centavo (ou 0,3%), enquanto o vencimento de maio de 2026 subiu 0,20 centavo, para 65,43 centavos de dólar por libra-peso.

Perspectivas para o mercado

Com o bom ritmo das exportações brasileiras e o suporte externo vindo da valorização em Nova York, o mercado global do algodão segue firme, embora o consumo industrial ainda avance de forma cautelosa. Analistas destacam que a continuidade da demanda externa será determinante para a manutenção das cotações nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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