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Aleac aprova ajuste de redação em leis sobre operações de crédito do Estado

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Na Ordem do Dia desta quarta-feira (26), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou o projeto enviado pelo Governo do Estado que altera a redação das leis nº 4.655 e 4.657, ambas de 23 de outubro de 2025. Mais cedo, a matéria foi aprovada nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Orçamento e Finanças da Casa.

A mudança tem caráter estritamente técnico, segundo o Executivo, e tem o objetivo de adequar o texto legal ao Manual de Instrução de Pleitos do Tesouro Nacional, requisito para a continuidade das operações de crédito já autorizadas pela Assembleia. As operações são realizadas com a Caixa Econômica Federal e o BNDES, voltadas à transformação digital e ao fortalecimento de cadeias produtivas.

Ajustes solicitados pelo Governo

O projeto altera a redação dos dispositivos referentes às fontes de custeio e garantias das operações de crédito, como FPE, ICMS e demais receitas do Estado, para que constem de forma explícita, conforme exigência técnica do Tesouro Nacional no momento da análise das garantias.

Segundo o texto encaminhado, o objetivo é “corrigir a redação para que ela corresponda, de maneira textual, ao manual federal, sem alterar valores de empréstimo nem ampliar o escopo das leis já aprovadas”.

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Parecer do relator: “Erro de redação precisa ser corrigido”

Relator da matéria, o deputado Eduardo Ribeiro explicou que a alteração não modifica o mérito aprovado anteriormente, mas corrige inconsistências no texto original. “O que ocorre é um erro de redação, e legislação com erro deve ser corrigida por outra legislação. Não existe manobra alguma. A matéria retorna à Casa apenas para ajustar o texto conforme exigência técnica das instituições bancárias. É algo fundamental para que o Estado consiga acessar o recurso”: afirmou.

O parlamentar reforçou ainda que o debate sobre o mérito já foi exaustivamente realizado na primeira votação: “Cada deputado votou conforme seu entendimento sobre o que é melhor para o desenvolvimento do Estado. Hoje tratamos apenas de um ponto formal, porém crucial para viabilizar a operação de crédito”.

Discussão: Edvaldo Magalhães aponta tentativa anterior de mascarar garantias

Durante a discussão, o deputado Edvaldo Magalhães afirmou que a reapresentação do projeto evidencia que o texto anterior enviado pelo governo estava em desacordo com as regras do Tesouro, e criticou o que classificou como tentativa de mascarar as garantias exigidas.

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“Há algo grave que ocorreu, porque o texto anterior mascarava as garantias. O governo rebaixou sua classificação fiscal e precisava explicitar as receitas que seriam dadas em garantia ao Tesouro Nacional. Esse manual não mudou — existe desde o início dos anos 2000. Governos anteriores seguiram essa regra. Houve, sim, uma manobra”.

O deputado destacou que receitas como FPE e ICMS precisam constar claramente quando são vinculadas às operações de crédito, e que essa exigência não é novidade.

Resposta e esclarecimento do relator

Eduardo Ribeiro fez questão de esclarecer que as críticas de Edvaldo não se direcionavam à relatoria, mas reiterou seu compromisso com a transparência: “Faço questão de pontuar que, da minha parte, não houve tentativa de manobra. Defendo que qualquer erro de redação deve ser corrigido pela via adequada. O que estamos fazendo hoje é exatamente isso”.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Jarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre

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Na sessão desta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Partido Novo) manifestou apoio aos integrantes do cadastro de reserva do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre e criticou o que classificou como falta de prioridade do governo estadual em relação às áreas essenciais.

Ao saudar os aprovados presentes nas galerias da Casa, o parlamentar afirmou que a importância da corporação precisa ser reconhecida com planejamento e investimentos adequados, sobretudo diante da proximidade do período de estiagem.

“Quando começar o verão e os incêndios se espalharem pelo Estado, é que vamos perceber a real importância do Corpo de Bombeiros. Mas isso se faz com antecedência, com planejamento e definindo aquilo que é prioridade”, afirmou.

Jarude relembrou que, durante a discussão do orçamento do Estado, apresentou uma emenda para ampliar os recursos destinados às forças militares, equiparando-os aos gastos previstos com a contratação de aeronaves, proposta que, segundo ele, não foi aprovada. O deputado argumentou que a ausência de reforço no efetivo poderá comprometer a capacidade de resposta da corporação em um dos períodos mais críticos para o Acre.

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“Agora é muito difícil corrigir essas distorções, porque o orçamento foi aprovado no ano passado. Aos 45 do segundo tempo, não será possível contratar, treinar e preparar os bombeiros da forma que o Estado precisa”, ressaltou.

O parlamentar declarou apoio à mobilização em favor da convocação dos aprovados e afirmou que os militares devem ser tratados como prioridade pelo poder público.

Durante o pronunciamento, o deputado também contestou declarações de que a saúde pública estadual vive um momento positivo. Ele citou uma mensagem recebida de um morador de Xapuri relatando a falta de aparelho de raio-X no município e afirmou que é preciso reconhecer os problemas enfrentados pela população. “A gente não pode maquiar a realidade. Temos que falar dos problemas para que eles sejam resolvidos”, disse.

Por fim, Emerson Jarude criticou o que considera uma excessiva preocupação do governo com a disputa eleitoral de 2026, defendendo que a prioridade da gestão deve ser a solução das demandas da população acreana.

“Vamos resolver os problemas do povo e deixar a eleição para o seu devido momento. O foco precisa estar nas pessoas e nas necessidades do nosso Estado”, concluiu.

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Texto: Mircléia/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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