AGRONEGÓCIO
Reforma Tributária entra em vigor em 2026: produtores rurais precisam atualizar emissão de documentos fiscais
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Reforma Tributária começa oficialmente em janeiro de 2026
O primeiro dia de 2026 marcará a entrada em vigor da Reforma Tributária no Brasil, uma das mudanças mais significativas na história fiscal do país. O principal destaque será a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal.
Segundo Felipe Azevedo Maia, advogado tributarista e sócio fundador da AZM LAW, a cobrança inicial será simbólica, com 0,1% para o IBS e 0,9% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). No entanto, esse período será apenas de testes, sem recolhimento efetivo do tributo.
Mudanças obrigatórias nos documentos fiscais
Com a reforma, Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e demais documentos fiscais precisarão incluir novos campos para contemplar o IBS e a CBS.
O impacto é maior para os produtores rurais, que geralmente dependem de sistemas disponibilizados pelas Secretarias de Fazenda estaduais, em vez de soluções próprias. O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), adotado pela maioria dos estados, já está em processo de adaptação técnica para atender às novas exigências a partir de janeiro de 2026.
Adequação de sistemas ERP é essencial
Para evitar rejeições na emissão de documentos fiscais, empresas e produtores devem atualizar seus sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), que integram processos de finanças, estoque, vendas e produção.
“É fundamental que os sistemas estejam parametrizados para emitir e transmitir NF-e com os novos destaques fiscais, conforme as regras de validação estabelecidas”, explica Felipe Azevedo Maia.
Setor agropecuário tem prazo, mas deve se preparar
Apesar de a implementação ser gradual, o setor agropecuário precisa acompanhar de perto as mudanças técnicas. Segundo Maia, a indefinição sobre as alíquotas do CBS e do IBS gera insegurança, especialmente para empresas de setores complexos, como serviços digitais e financeiros.
“No agro, o principal agora é observar os ajustes técnicos e preparar os sistemas para que estejam prontos a tempo da emissão das notas fiscais corretas”, completa o especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do algodão avança no Brasil, mas controle do bicudo ainda domina atenção dos produtores
A colheita do algodão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, mas o foco dos agricultores ainda está concentrado no controle de pragas, especialmente do bicudo-do-algodoeiro, uma das maiores ameaças à produtividade e à qualidade da fibra.
De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última sexta-feira (12), a colheita alcançava 1,7% da área cultivada no país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior, embora permaneça abaixo dos 2,8% observados no mesmo período da safra passada.
Apesar do atraso em relação a 2025, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 1,4%, indicando evolução gradual dos trabalhos no campo.
Bahia lidera colheita do algodão no país
Entre os estados produtores, a Bahia apresenta o maior percentual de áreas colhidas, com 7% dos trabalhos concluídos. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 3%, Goiás, com 2%, Minas Gerais, com 1%, e Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, com 0,2% da área colhida.
Enquanto a colheita avança lentamente, a maior parte das lavouras brasileiras segue em fases finais do ciclo produtivo. Segundo a Conab, cerca de 80,5% das áreas encontram-se em maturação, enquanto 17,6% ainda estão na etapa de formação de maçãs e enchimento dos capulhos.
Controle do bicudo continua sendo prioridade
Nas principais regiões produtoras, o manejo fitossanitário permanece como uma das principais preocupações dos agricultores. Em Mato Grosso, onde a colheita começou recentemente, os esforços seguem concentrados no monitoramento e controle do bicudo-do-algodoeiro.
A praga é considerada uma das mais prejudiciais à cultura, podendo comprometer significativamente a produtividade e elevar os custos de produção caso não seja controlada de forma eficiente.
Especialistas destacam que o sucesso da safra dependerá não apenas do desempenho da colheita, mas também da manutenção da sanidade das lavouras até o encerramento do ciclo.
Clima favorece qualidade da fibra na Bahia
Na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país, a colheita apresenta atraso em relação ao cronograma habitual devido ao prolongamento do ciclo da cultura. O fenômeno está associado às temperaturas noturnas mais baixas registradas durante o desenvolvimento das plantas.
Embora tenha retardado o avanço dos trabalhos, esse cenário climático tende a favorecer a qualidade da fibra, fator considerado positivo para a comercialização e para a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Perspectivas para a safra
Com a maturação avançando em grande parte das áreas cultivadas, a expectativa é de aceleração da colheita nas próximas semanas, especialmente em Mato Grosso e na Bahia, estados responsáveis por parcela significativa da produção nacional.
O setor acompanha atentamente as condições climáticas e a evolução do controle fitossanitário, fatores que serão determinantes para consolidar o potencial produtivo da safra e garantir a qualidade da fibra destinada aos mercados interno e externo.
O Brasil segue entre os maiores exportadores mundiais de algodão, e o desempenho desta safra será estratégico para manter a competitividade da cadeia produtiva e ampliar a participação do país no comércio global da pluma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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