AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro leva cafés premiados a leilão on-line com alcance global
AGRONEGÓCIO
Cafés premiados do Cerrado Mineiro chegam ao mercado digital
A Região do Cerrado Mineiro segue o ciclo iniciado em 19 de novembro, quando uma saca campeã foi vendida por R$ 200 mil, estabelecendo o maior valor já pago em um leilão nacional de café. Agora, os lotes vencedores do 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro (RCM) serão disponibilizados no Leilão On-line, marcado para os dias 3 e 4 de dezembro, ampliando o acesso global aos cafés de origem controlada.
O leilão digital funcionará como segunda etapa da comercialização, oferecendo oportunidade para que compradores do Brasil e do exterior adquiram os cafés que se destacaram entre mais de 700 amostras inscritas na edição 2025.
Detalhes do leilão on-line
Organizado pela plataforma M Cultivo, o leilão disponibilizará nove lotes, divididos em três categorias: Natural, Cereja Descascado e Fermentado, com uma saca por lote, seguindo o padrão adotado no Leilão Solidário.
Segundo Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o leilão oferece oportunidade única:
“O Leilão On-line permite que pequenas torrefações e cafeterias, no Brasil e em outros países, tenham acesso aos mesmos cafés que brilharam no evento presencial. A valorização histórica de 19 de novembro demonstra o potencial da nossa origem, que agora é ampliado globalmente.”
Recorde histórico no Leilão Solidário
O Leilão Solidário, realizado presencialmente em Uberlândia, movimentou R$ 562 mil, com média de R$ 62,4 mil por saca. A saca campeã da categoria Cereja Descascado, produzida por Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem, em Presidente Olegário, alcançou R$ 200 mil — valor recorde em leilões nacionais de café.
O resultado consolidou os cafés do Cerrado Mineiro como referência em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, reforçando a reputação da região no mercado brasileiro e internacional.
Alcance internacional do leilão
O leilão digital permitirá que compradores da Europa, Estados Unidos e Ásia disputem os lotes, fortalecendo a internacionalização do Cerrado Mineiro, que já vem se consolidando nos últimos anos. Na edição anterior, a participação internacional ampliou a visibilidade da região entre torrefações e cafeterias de alta performance.
Para Gláucio de Castro, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o evento representa uma vitrine global:
“Estamos levando nossa origem para o mundo. Os cafés premiados têm características únicas, resultado de clima, altitude, tecnologia e muito trabalho de nossos produtores. O leilão on-line oferece uma vitrine global para todo esse valor.”
Como participar do leilão
O cadastro deve ser realizado em: cerradomineiroauction.mcultivo.com/auction/rcm-2025-auction.
O leilão on-line inicia em 3 de dezembro, às 4h (BRT) e 2h (ET), e se encerra em 4 de dezembro, às 16h (BRT) e 14h (ET).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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