RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Agrodefesa abre cadastro para eventos agropecuários de 2026 em Goiás: prazo vai até 31 de dezembro de 2025

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) iniciou, nesta segunda-feira (1º/12), o período de cadastro para eventos agropecuários que serão realizados em 2026. A medida é obrigatória para todas as atividades que envolvam aglomeração e trânsito de animais, como exposições, leilões, torneios leiteiros, provas equestres, cavalhadas e vaquejadas.

Os organizadores devem efetuar o cadastro até 31 de dezembro de 2025, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) ou presencialmente em uma das Unidades Operacionais Locais (UOLs) da Agência.

Objetivo é reforçar a segurança sanitária no estado

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que o cadastro é uma medida essencial para garantir a segurança sanitária do rebanho goiano.

“Por representar risco sanitário devido ao trânsito e à aglomeração de animais, todo evento deve ser informado previamente à Agência, para que sejam adotadas as medidas necessárias de controle sanitário e de trânsito animal”, explicou.

Exigências sanitárias variam conforme o tipo de evento

De acordo com o gerente de Fiscalização Agropecuária, Janilson Azevedo Júnior, os organizadores precisam estar atentos às regras sanitárias específicas de cada espécie animal e à documentação obrigatória para emissão das Guias de Trânsito Animal (GTAs).

Leia Também:  Exportações de café recuam 6% em fevereiro, mas acumulado da safra 2025/26 cresce

Ele ressalta que, em exposições que recebam bezerras, é necessário apresentar exames negativos para brucelose e tuberculose. No entanto, essa exigência não se aplica aos leilões que envolvem apenas animais de rebanho geral, desde que não utilizem as mesmas instalações de embarque e desembarque das exposições.

Como realizar o cadastro

Para cadastrar um evento pela primeira vez, é necessário:

  • Apresentar toda a documentação exigida;
  • Efetuar o pagamento da taxa correspondente;
  • Passar por um laudo de vistoria feito por um fiscal estadual agropecuário — etapa obrigatória para aprovação.

A lista completa de documentos e demais orientações pode ser consultada no site oficial da Agrodefesa:

👉 https://goias.gov.br/agrodefesa/eventos-agropecuarios/

Nos casos de recadastro, quando não houver atualização documental, o organizador deve apenas apresentar o requerimento específico e pagar a taxa até 31 de janeiro de 2026. Após o recadastramento, uma nova vistoria será agendada para verificar o cumprimento das normas sanitárias.

Caso o prazo não seja respeitado, o interessado deverá iniciar um novo processo de cadastro para poder realizar eventos no próximo ano.

Leia Também:  Frutas do outono fortalecem a imunidade e ajudam o organismo na mudança de estação
Principais exigências da Agrodefesa para eventos agropecuários

Entre as obrigações estabelecidas pela Agência, estão:

  • Cadastrar o evento junto à Agrodefesa, via Sidago;
  • Designar um médico-veterinário habilitado como Responsável Técnico (RT);
  • Orientar os produtores rurais a emitir as GTAs de entrada nas UOLs ou unidades Vapt-Vupt;
  • Cumprir toda a legislação de defesa sanitária animal e as determinações da Agência;
  • Garantir que apenas animais documentados e saudáveis ingressem nos eventos;
  • Emitir as GTAs de saída em até 24 horas após o encerramento da exposição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Publicados

em

Por

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Exportações de café recuam 6% em fevereiro, mas acumulado da safra 2025/26 cresce

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  Entressafra e aumento de ICMS sustentam alta do etanol, mesmo com queda do petróleo, indica Itaú BBA

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA