AGRONEGÓCIO
Valor Bruto da Produção em Mato Grosso do Sul cresce 26% e atinge R$ 78,8 bilhões em outubro
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso do Sul registra avanço expressivo no VBP
O Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 26% em outubro de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) compilados pela Aprosoja/MS. O montante total alcançou R$ 78,8 bilhões, um acréscimo de R$ 16,08 bilhões em relação ao mesmo período de 2024.
O VBP representa o total de receita obtida com a produção agropecuária, considerando o valor de mercado dos principais produtos agrícolas e pecuários.
Lavouras lideram o crescimento do setor
O desempenho positivo foi impulsionado, principalmente, pelas atividades de lavoura, que responderam por 65% da receita gerada no estado. Entre as culturas agrícolas, milho e soja se destacaram, sendo responsáveis por 78% do total das lavouras.
O milho teve um aumento expressivo de 92% no valor de produção, enquanto a soja registrou alta de 12% em comparação com outubro de 2024. No conjunto, o VBP das lavouras — que engloba todas as culturas comerciais — foi 25% superior ao do ano anterior, representando um acréscimo de R$ 10,12 bilhões.
VBP nacional também avança em 2025
A tendência de crescimento observada em Mato Grosso do Sul reflete o movimento registrado em todo o país. O Valor Bruto da Produção nacional atingiu R$ 1,41 trilhão em outubro de 2025, um incremento de 16% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O resultado reforça a força do agronegócio brasileiro, que mantém ritmo de expansão sustentado por boas colheitas e preços favoráveis em importantes commodities agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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