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Floricultura brasileira movimenta R$ 21 bilhões em 2024 e registra crescimento de quase 10%

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Setor consolida retomada e supera resultados de 2023

A floricultura brasileira alcançou um faturamento de R$ 21,23 bilhões em 2024, registrando crescimento de 9,95% em relação ao ano anterior. O desempenho marca a retomada do setor, que em 2023 havia sofrido queda de 3,6%.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), divulgados em agosto deste ano.

O avanço reforça o papel da floricultura dentro do agronegócio nacional, um segmento que vem se consolidando não apenas como atividade de lazer e paisagismo, mas também como um importante gerador de renda e emprego no campo.

Emprego e protagonismo feminino na floricultura

De acordo com o levantamento, o setor empregou 264.874 trabalhadores em 2024, o que representa 1,17% dos postos de trabalho do agronegócio brasileiro.

Um dos destaques é a presença feminina, que domina a mão de obra na atividade: as mulheres representam 56,2% dos trabalhadores, chegando a 63% em algumas regiões do país.

A floricultura é, atualmente, a área da agropecuária com maior participação feminina, o que reforça seu caráter inclusivo e socialmente relevante.

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Sudeste lidera produção e faturamento

A região Sudeste mantém a liderança no mercado de flores e plantas ornamentais, respondendo por 64% do PIB do setor, com 5.534 produtores e movimentação estimada em R$ 13,58 bilhões.

Na sequência aparecem as regiões Sul (18%, ou R$ 3,82 bilhões), Nordeste (9,3%), Centro-Oeste (6,7%) e Norte (2%).

Entre os estados, São Paulo se destaca como o maior polo produtor, sendo responsável por 40% do PIB da floricultura nacional, o equivalente a R$ 8,49 bilhões.

Expansão da produção e aumento do consumo interno

Após um período de retração em 2023, a recuperação do setor em 2024 foi impulsionada pelo crescimento do consumo interno e pela expansão das áreas cultivadas.

Atualmente, o país conta com cerca de 8.300 produtores, distribuídos em 16.380 hectares de áreas produtivas — número que reforça o fortalecimento da cadeia e sua capacidade de atender à demanda crescente.

O histórico recente também mostra o dinamismo do setor: em 2022, o mercado movimentou R$ 20,4 bilhões, com alta de 17%, enquanto em 2023 sofreu leve retração, reflexo de condições econômicas e climáticas adversas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

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O Dia dos Namorados segue como uma das datas mais importantes para a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil. Impulsionado pela tradição de presentear com flores, arranjos e buquês, o setor projeta crescimento nas vendas e intensifica as operações logísticas para atender à demanda em todo o país.

Segundo estimativas do Ceaflor, principal mercado atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, as vendas devem registrar crescimento entre 5% e 7% em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a movimentação de cargas na semana que antecede a data deverá ser cerca de 50% superior à observada em períodos considerados normais.

Mercado mantém ritmo positivo após o Dia das Mães

O bom desempenho do setor no Dia das Mães, tradicionalmente a principal data para o segmento, contribuiu para fortalecer as expectativas dos produtores, distribuidores e comerciantes para o Dia dos Namorados.

A combinação entre demanda aquecida, oferta equilibrada e reforço logístico tem garantido um ambiente favorável para os negócios, estimulando toda a cadeia produtiva da floricultura brasileira.

Rosas vermelhas lideram preferência dos consumidores

Símbolo clássico do romantismo, a rosa vermelha permanece como o principal produto procurado pelos consumidores nesta época do ano. A preferência abrange tanto as flores cultivadas no Brasil quanto as variedades importadas, especialmente da Colômbia e do Equador.

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As orquídeas também figuram entre os presentes mais desejados, oferecendo diversidade de cores, formatos e tamanhos para diferentes perfis de consumidores.

De acordo com Daniel Silva, da Flor Fácil, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, com produção nacional consistente e volume suficiente para atender ao aumento das compras.

Importações reforçam abastecimento para a data

Para garantir o atendimento ao mercado brasileiro, importadores ampliaram suas operações nas últimas semanas. Desde o final de maio, carregamentos internacionais de flores começaram a desembarcar no país.

A Prime Flowers informou que disponibilizará mais de 1,25 milhão de hastes colombianas para o mercado nacional. Já a ZT Flores reforçou sua estrutura logística e fretou uma aeronave cargueira para transportar aproximadamente 1 milhão de hastes provenientes da Colômbia e do Equador.

A estratégia busca assegurar oferta adequada, qualidade dos produtos e estabilidade no abastecimento durante o período de maior demanda.

Flores, plantas e acessórios ampliam oportunidades de vendas

Além das tradicionais rosas e orquídeas, o mercado registra forte procura por flores coloridas, plantas ornamentais, suculentas e arranjos personalizados.

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A data também impulsiona a comercialização de produtos complementares que agregam valor aos presentes, como chocolates, cestas, cachepôs, embalagens especiais e itens decorativos.

Essa diversificação contribui para ampliar o ticket médio das vendas e cria novas oportunidades para produtores, atacadistas e varejistas do segmento.

Ceaflor reforça posição como principal centro de distribuição do setor

Com logística ampliada, oferta diversificada e expectativa de crescimento nas vendas, o Ceaflor reforça sua relevância como principal polo de abastecimento de flores e plantas do Brasil.

A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha o ritmo positivo observado ao longo do primeiro semestre, fortalecendo toda a cadeia da floricultura e movimentando milhões de reais em negócios em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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