AGRONEGÓCIO
Mercado de herbicidas mantém pressão sobre preços e indica tendência de estabilidade
AGRONEGÓCIO
O mercado global de herbicidas segue sob pressão, com os principais produtos mantendo trajetória de preços em baixa. Dados recentes apontam para um cenário de oferta estável e demanda enfraquecida, o que tem limitado a recuperação das cotações, especialmente no caso do glifosato técnico 95% e do clethodim.
As informações são de João G., diretor comercial, com base no acompanhamento semanal dos preços e nas movimentações de oferta e demanda observadas na China — principal referência mundial para a produção e comercialização desses insumos.
Glifosato técnico 95% segue com preços pressionados
O glifosato técnico 95% continua enfrentando dificuldades para reagir no mercado internacional. As cotações estão entre RMB 23.000 e RMB 23.300 por tonelada, equivalentes a US$ 3.281 a US$ 3.324 por tonelada no porto de Xangai.
Na comparação semanal, os preços caíram 0,85%, acumulando queda de 8,63% no mês e 15,88% no trimestre. Mesmo com leve aumento nas consultas de compra, o volume de negócios permanece restrito, e as margens seguem comprimidas — resultado da combinação de preços menores e custos de produção ainda elevados.
De acordo com as análises, o curto prazo deve manter o atual ambiente de cautela, com tendência de estabilidade ou leve baixa nas próximas semanas, enquanto o mercado busca equilíbrio entre oferta e demanda.
Clethodim passa por ajustes mais intensos
O clethodim, outro herbicida importante para o planejamento das lavouras, mostra um cenário de ajuste mais acentuado nos preços. O produto convertido a 100% é negociado entre RMB 80.000 e RMB 85.000 por tonelada, o que equivale a US$ 11.411 a US$ 12.125 por tonelada.
As quedas também são expressivas: 5,26% no mês e 18,18% no trimestre. A oferta segue adequada, mas o nível de consultas permanece baixo, indicando uma demanda fraca e decisões de compra mais espaçadas.
Nesse contexto, os analistas apontam para a continuidade da tendência negativa no curto prazo, a menos que o ritmo de demanda mostre sinais de recuperação.
Panorama geral do mercado de herbicidas
O setor de defensivos agrícolas vive um momento de ajuste prolongado, especialmente no segmento de herbicidas. O glifosato mostra uma correção gradual, enquanto o clethodim passa por uma retração mais brusca, impulsionada pela menor procura e por estoques confortáveis.
Com o planejamento da próxima safra em andamento, produtores e distribuidores mantêm uma postura prudente nas negociações, adotando estratégias de compra graduais para evitar sobrecarga de estoques diante da instabilidade dos preços.
A expectativa é de que o equilíbrio entre oferta e demanda só seja retomado a partir dos próximos meses, com base no comportamento das exportações chinesas e na evolução da demanda global por insumos agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Porto de Itaqui fortalece o Arco Norte e amplia competitividade das exportações do agronegócio brasileiro
O Porto de Itaqui, localizado em São Luís (MA), consolida sua posição como principal hub logístico do Arco Norte e uma das mais importantes portas de entrada e saída do comércio exterior brasileiro. Responsável por conectar a produção agrícola do Centro-Oeste e do MATOPIBA aos mercados globais, o complexo desempenha papel estratégico tanto na importação de fertilizantes quanto na exportação de soja, milho e outras commodities.
Considerado o quarto maior porto público do Brasil, Itaqui é hoje o principal corredor logístico do Arco Norte, região que já responde por aproximadamente 38% das exportações da safra nacional e vem ganhando protagonismo na logística do agronegócio brasileiro.
Localização estratégica reduz distâncias e custos para exportação
A posição geográfica privilegiada do porto maranhense permite encurtar significativamente as rotas marítimas entre o Brasil e importantes mercados consumidores da Europa, América do Norte e Ásia.
Essa vantagem logística reduz o tempo de transporte, otimiza custos operacionais e aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no cenário internacional, especialmente das commodities agrícolas produzidas no Centro-Oeste e na região do MATOPIBA, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a consolidação do Arco Norte representa uma transformação estrutural na logística nacional.
“O Arco Norte deixou de ser uma promessa para se tornar um eixo fundamental da competitividade brasileira. O Porto de Itaqui oferece eficiência operacional, reduz gargalos logísticos e amplia as alternativas de escoamento da produção nacional”, destacou.
Arco Norte ganha protagonismo no escoamento da safra brasileira
O Arco Norte reúne os estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá e Rondônia, formando uma das mais importantes fronteiras logísticas do país.
Nos últimos anos, a região tornou-se estratégica para o transporte da produção agrícola brasileira, especialmente diante do crescimento da safra de grãos no Centro-Oeste e da necessidade de diversificação das rotas de exportação.
Dentro desse cenário, o Porto de Itaqui se diferencia por suas condições naturais favoráveis. O complexo conta com profundidades que variam entre 12 e 26 metros, permitindo a atracação de embarcações de grande porte e aumentando a eficiência das operações de carga e descarga.
Além das características naturais, investimentos constantes em tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade têm fortalecido a capacidade operacional do terminal.
Integração ferroviária amplia eficiência logística
Um dos principais diferenciais do Porto de Itaqui é sua integração multimodal, que conecta diferentes modais de transporte e garante maior previsibilidade ao fluxo de mercadorias.
O complexo está ligado diretamente a importantes corredores ferroviários do país, entre eles:
- Ferrovia Transnordestina (FTL), com mais de 4,2 mil quilômetros de extensão;
- Estrada de Ferro Carajás (EFC), fundamental para o transporte de minérios e celulose;
- Ferrovia Norte-Sul, considerada uma das principais conexões logísticas entre as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil.
Essa estrutura permite maior eficiência no escoamento de grãos, minérios, celulose e outros produtos destinados ao mercado externo, além de facilitar a chegada de fertilizantes, combustíveis e insumos essenciais para o agronegócio.
Investimentos de R$ 1,3 bilhão garantem expansão até 2051
Para sustentar o crescimento das operações, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Governo do Maranhão renovaram antecipadamente a concessão da gestão portuária pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) até 2051.
A medida assegura um plano de investimentos de R$ 1,3 bilhão destinado à ampliação da infraestrutura e ao aumento da capacidade operacional do complexo.
Além disso, investimentos privados continuam sendo direcionados ao porto. Um dos destaques é o aporte de R$ 221,5 milhões previsto pela Vale para modernização do terminal de cobre até 2030, fortalecendo ainda mais a estrutura logística da região.
Porto movimenta economia e gera milhares de empregos
Além da relevância para a balança comercial brasileira, o Porto de Itaqui exerce papel fundamental no desenvolvimento econômico regional.
Sua cadeia produtiva envolve operadores logísticos, importadores, exportadores, transportadoras, fornecedores de insumos e distribuidoras de combustíveis, formando um amplo ecossistema de negócios.
A atividade portuária gera milhares de empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores portuários, prestadores de serviços e diversos segmentos da economia local.
As operações são acompanhadas por órgãos reguladores e fiscalizadores como Antaq, Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Vigiagro, garantindo segurança, conformidade e eficiência ao fluxo de mercadorias.
Com localização estratégica, integração multimodal e um robusto plano de investimentos, o Porto de Itaqui se consolida como um dos principais pilares logísticos do agronegócio brasileiro e peça-chave para a expansão das exportações nacionais nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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