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Mercado da soja no Brasil e em Chicago segue estável, com atenção ao USDA e à demanda chinesa

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O mercado da soja brasileiro registra movimentação tímida nesta temporada, com estabilidade nos preços e comportamento cauteloso de compradores e vendedores. No Rio Grande do Sul, o cenário reflete incertezas produtivas e dificuldades logísticas, mantendo preços internos alinhados ao porto. Em Cruz Alta, a saca de soja é cotada em R$ 133,00, enquanto em Passo Fundo chega a R$ 138,00. Já em Panambi, o mercado físico apresenta maior resistência, com preço de pedra recuando para R$ 121,00. No porto de Rio Grande, a soja é cotada a R$ 142,00 por saca.

Em Santa Catarina, a demanda é puxada principalmente pelas indústrias de suínos e aves, com comercialização seletiva e preços estáveis. No porto de São Francisco do Sul, a saca é cotada a R$ 141,75. No Paraná, a liquidez elevada oferece aos produtores maior controle sobre a liberação dos grãos, com preços em Paranaguá a R$ 142,47, em Cascavel a R$ 132,36 e em Ponta Grossa a R$ 134,11 por saca FOB.

No Mato Grosso do Sul, as referências regionais apresentaram ligeiras altas, com o spot em Dourados e Campo Grande a R$ 127,72. O Mato Grosso finalizou a semeadura da safra e apresenta variações pontuais de preço, como em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, onde a saca é cotada a R$ 120,22 (+0,85%).

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Bolsa de Chicago: soja caminha de lado antes do relatório do USDA

Nos Estados Unidos, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram movimentação lateral nesta terça-feira (9), após perdas superiores a 1% na sessão anterior. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), o contrato janeiro operava a US$ 10,93 por bushel, enquanto maio estava a US$ 11,16. O mercado se ajusta à espera do novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que trará números de oferta e demanda, estoques finais e produtividade da soja americana.

Analistas avaliam que o relatório deve indicar estoques finais maiores nos EUA para a temporada 2025/26, projetados em 309 milhões de bushels, frente a 290 milhões previstos no mês anterior. Para o quadro mundial, a expectativa é de estoques finais de 122,8 milhões de toneladas, contra 122 milhões projetados em novembro.

Demanda chinesa segue como fator-chave

A China continua sendo um ator decisivo para o mercado internacional. Até o momento, o país adquiriu 50% dos 12 milhões de toneladas de soja previstas para 2025. Em novembro, as importações chinesas somaram 8,11 milhões de toneladas, 13,4% acima do mesmo mês em 2024, impulsionadas por embarques da América do Sul e retomada de compras dos EUA. A estatal Sinograin anunciou leilão de 512,5 mil toneladas de soja importada em 11 de dezembro, sua primeira venda desse tipo em três meses.

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Impacto nos preços dos subprodutos

Os derivados da soja também registraram variações nos contratos de Chicago. O farelo de soja com entrega em janeiro caiu 0,19%, sendo cotado a US$ 306,80 por tonelada, enquanto o óleo de soja recuou 0,98%, negociado a 51,18 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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