Durante a sessão de terça-feira, 9, na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador Zé Lopes (Republicanos)relatou denúncias encaminhadas por moradores e reforçou críticas à situação da infraestrutura em diversos bairros da capital. O parlamentar destacou problemas recorrentes relacionados à falta de drenagem, acúmulo de lixo, ruas danificadas e risco à saúde das famílias.
Na oportunidade, o vereador pontuou possíveis contradições da Prefeitura de Rio Branco na condução dos serviços básicos. “Hoje eu vou falar mais uma vez a respeito das contradições que a Prefeitura de Rio Branco traz no dia a dia da vida das pessoas”, afirmou. Segundo ele, a chegada do período chuvoso tem agravado situações que, ao longo do ano, já preocupavam os moradores. “É o ano inteiro sofrendo nos bairros de Rio Branco. Essa chuva agora está levando lama para dentro da casa”, disse.
O vereador citou problemas em serviços de drenagem e limpeza urbana. “Foi água? Foi. Bueiros entupidos, a drenagem que não estava sendo feita. Agora tá muito… É esgoto entrando na casa das pessoas”, reforçou.
Zé Lopes apresentou ainda um vídeo enviado por moradores do bairro Belo Jardim, que mostra lama impedindo a entrada de fiéis em uma igreja da comunidade. “Isso aqui foi chegado na igreja. Estava abandonado, meu irmão. Completamente abandonado”, relatou ao exibir as imagens em plenário. Ele acrescentou que a situação se repete em várias ruas da região: “Falta asfalto, lama para todo lado. E pior: não tem drenagem. Quando chove, o esgoto, a lama, o lixo corre para dentro da casa das pessoas”.
O parlamentar afirmou que, ao circular pelas principais avenidas da cidade, observa um cenário semelhante. “O que a gente vê é lixo, esgoto, mato e buraco. Sujeira pra todo lado”, declarou.
Zé Lopes também mencionou gastos previstos para a decoração natalina deste ano. “Esse Natal que a prefeitura vai gastar 8 milhões de reais é a pré-campanha do prefeito”, afirmou durante sua fala.
Por fim, o vereador reforçou que continuará levando à tribuna as reclamações recebidas e cobrando ações do Executivo municipal para reduzir os prejuízos causados às famílias.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, realizará, nesta sexta-feira (17), um mutirão de limpeza nos bairros da regional da Baixada da Sobral.
O objetivo é minimizar os efeitos de novas enxurradas nas localidades.
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros”, explicou Tony. (Foto: Secom)
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros. Essa operação emergencial visa evitar problemas semelhantes aos que ocorreram no início da semana. Na manhã de hoje (quinta-feira, 16), estivemos nesses bairros e já identificamos vários pontos com acúmulo de entulhos, muitos deles às margens de córregos e também nas drenagens de águas pluviais”, explicou Tony Roque, secretário municipal de Cuidados com a Cidade.
Limpeza de bueiros e córregos na baixada.(Foto: Val Fernandes/Secom)
A ação também dá continuidade às atividades de recolhimento de resíduos inertes na cidade de Rio Branco.
Será realizado atividades de recolhimento de resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A operação emergencial contará com 30 equipamentos, entre caminhões e máquinas pesadas, e mais de 50 trabalhadores.
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes dos bairros atingidos pela enxurrada.
Na última terça-feira foi retirado 10 toneladas de lixo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Na última terça-feira (14), uma nova enxurrada atingiu a regional e, novamente, os serviços de limpeza, raspagem e baldeação foram realizados, com o recolhimento de mais de 10 toneladas de lixo até o momento.
O descarte irregular de resíduos sólidos em áreas de preservação ambiental, córregos urbanos e até mesmo às margens das ruas tem se consolidado como um grave problema ambiental e de saúde pública. A prática, além de ilegal, compromete a qualidade dos recursos naturais, prejudica a biodiversidade e expõe a população a riscos sanitários significativos.
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