AGRONEGÓCIO
Senar Minas capacita mais de 100 novos instrutores em 2025 e anuncia novidades para 2026
AGRONEGÓCIO
O Senar Minas encerrou 2025 com um marco significativo: 103 novos instrutores concluíram a capacitação metodológica, ampliando a rede de formação voltada ao desenvolvimento de produtores e trabalhadores rurais em Minas Gerais.
A última turma, composta por 27 participantes, concluiu o treinamento na semana passada. O programa também incluiu profissionais de áreas ainda não contempladas pelo portfólio do Senar Minas, preparando o terreno para novos cursos e programas em 2026.
“Tivemos candidatos para áreas ainda não contempladas pelo nosso portfólio. Entre os novos projetos, destaco a viticultura, o adestramento de cães para pastoreio e a cacauicultura, cadeias produtivas em crescimento no estado”, explica Cristiane Trigueiro, coordenadora pedagógica do Sistema Faemg Senar.
Viticultura ganha espaço no portfólio de formação
O Programa Formação por Competência incluirá em 2026 uma nova atividade voltada à viticultura, em parceria com o Senar Rio de Janeiro.
O agrônomo Daniel Almeida, técnico do ATeG Viticultura no Sul de Minas, participou da última capacitação e reforça a importância da iniciativa:
“Minas Gerais se consolida como produtor de uvas de mesa e vinhos. A técnica da dupla poda, validada pela Epamig, precisa ser conhecida e aplicada corretamente, seja pelo produtor iniciante ou experiente.”
Adestramento de cães para pastoreio chega ao Senar
Outra novidade do portfólio é o adestramento de cães de pastoreio, uma ferramenta inovadora para aumentar a eficiência na gestão de rebanhos.
O treinador Júlio César Simão, referência nacional com títulos brasileiros e experiência em competições internacionais, ressalta o impacto da metodologia:
“Estamos vivendo uma grande crise de mão de obra. Um único cão bem treinado pode substituir o trabalho de duas pessoas no manejo de bovinos, ovinos e caprinos. Esse conhecimento vai agregar diretamente ao produtor.”
Cacauicultura como oportunidade de expansão em Minas
A cacauicultura também entra como foco de formação, acompanhando o crescimento da demanda por cacau em Minas Gerais.
O agrônomo Lucas Rodrigues, com experiência em assistência técnica e gerencial em Minas e no Espírito Santo, destaca:
“Há uma demanda crescente por cacau, tanto no Norte do estado quanto em novas regiões iniciando a produção. A metodologia do Senar Minas é transformadora e vai contribuir para o desenvolvimento desta cadeia produtiva.”
Perspectivas para 2026
Com a inclusão de novas áreas de formação, o Senar Minas reforça seu compromisso com a modernização e inovação do campo mineiro, preparando produtores e profissionais rurais para aumentar a produtividade, eficiência e sustentabilidade das cadeias produtivas no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Governo torna voluntária certificação de armazéns e abre caminho para ampliar capacidade de armazenamento no Brasil
A publicação da Lei nº 15.429/2026, no Diário Oficial da União, marca uma importante mudança para o setor de armazenagem agrícola brasileiro. A nova legislação estabelece que a certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários passa a ser facultativa, eliminando a obrigatoriedade que vigorava desde a criação da Lei nº 9.973/2000.
A medida deve ampliar significativamente o número de armazéns aptos a operar no país e fortalecer a rede credenciada da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), contribuindo para reduzir um dos principais gargalos logísticos do agronegócio nacional: a insuficiência da capacidade de armazenamento.
Mudança amplia oportunidades para armazéns privados
Com a nova regra, a Conab poderá credenciar unidades armazenadoras que anteriormente ficavam impedidas de operar junto à companhia por não possuírem certificação regular. A alteração beneficia especialmente os armazéns privados, que representam a maior parte da infraestrutura de armazenagem existente no país.
Segundo a legislação, a certificação deixa de ser requisito obrigatório para funcionamento, desde que os empreendimentos cumpram as demais exigências legais, documentais, sanitárias e operacionais previstas pelos órgãos fiscalizadores.
A expectativa é que a medida permita a regularização de milhares de estruturas atualmente fora do sistema de credenciamento oficial, ampliando a capacidade disponível para estocagem da produção agropecuária.
Apenas 17% dos armazéns possuem certificação
Dados do setor mostram que pouco mais de 17% dos armazéns brasileiros possuem certificação atualmente. Na prática, isso significa que cerca de 83% das unidades existentes no país não estavam aptas a atender determinadas exigências relacionadas ao credenciamento junto à Conab.
Para o diretor de Operações e Abastecimento da companhia, Arnoldo de Campos, a nova legislação reduz entraves burocráticos e cria condições mais favoráveis para investimentos na infraestrutura logística do agronegócio.
De acordo com ele, a obrigatoriedade da certificação gerava custos adicionais para adequações que, em muitos casos, já eram contempladas por outras legislações e mecanismos de controle existentes no país.
Déficit de armazenagem supera 130 milhões de toneladas
A flexibilização ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta um expressivo déficit de armazenagem. Nas últimas décadas, a produção agropecuária avançou em ritmo muito superior ao crescimento da infraestrutura destinada ao armazenamento.
Levantamentos da Conab apontam que, nos últimos dez anos, a produção de grãos cresceu em média 6,72% ao ano, enquanto a capacidade estática de armazenagem avançou apenas 2,38% no mesmo período.
Atualmente, o país possui capacidade para armazenar entre 60% e 63% da produção anual de grãos, acumulando um déficit superior a 130 milhões de toneladas. O cenário é considerado um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.
Custos operacionais devem ser reduzidos
Outro impacto esperado da nova legislação é a redução dos custos operacionais para empresas do segmento.
Até então, a certificação obrigatória era realizada por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), exigindo investimentos adicionais das unidades armazenadoras.
Com a mudança, a certificação continuará disponível para empresas que desejarem utilizá-la como diferencial competitivo ou atender demandas específicas de mercado, mas sua adoção passa a ser uma decisão estratégica de cada empreendimento.
Segurança e qualidade dos produtos continuam garantidas
A nova legislação não altera os mecanismos de fiscalização sanitária, controle de qualidade ou rastreabilidade dos produtos armazenados.
A segurança dos alimentos continuará sendo assegurada por normas do Ministério da Agricultura e Pecuária, regulamentos operacionais da Conab, auditorias setoriais, exigências ambientais e protocolos de boas práticas de armazenagem.
Além disso, a alteração não interfere nas exportações brasileiras. Os requisitos sanitários e fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais permanecem válidos e independentes da certificação das unidades armazenadoras.
Modernização fortalece logística do agronegócio
A avaliação do setor é que a nova legislação representa um passo importante para modernizar o ambiente regulatório da armazenagem agrícola no Brasil.
Ao ampliar a rede de armazéns aptos a operar e reduzir barreiras burocráticas, a medida pode estimular investimentos privados, melhorar a logística de escoamento das safras e contribuir para diminuir o histórico déficit de armazenagem que acompanha o crescimento da produção agropecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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