RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Milho recua no mercado internacional mesmo com aumento das preocupações climáticas nos Estados Unidos

Publicados

AGRONEGÓCIO

Os preços do milho encerraram o período em queda no mercado internacional, apesar do aumento das preocupações com as condições climáticas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos. De acordo com análise da StoneX, fatores externos, como o fortalecimento do dólar, as incertezas econômicas globais e as tensões geopolíticas, exerceram forte influência sobre as negociações e limitaram qualquer reação mais consistente das cotações.

O ambiente macroeconômico mais desafiador tem aumentado a cautela dos investidores e operadores de mercado. Além disso, a valorização da moeda norte-americana reduz a competitividade das commodities exportadas pelos Estados Unidos, contribuindo para a pressão sobre os preços agrícolas.

Exportações continuam sustentando a demanda

Entre os fatores de suporte ao mercado, o desempenho das exportações norte-americanas segue chamando atenção. O ritmo dos embarques permanece robusto, refletindo a demanda internacional pelo cereal e ajudando a evitar quedas ainda mais acentuadas.

No entanto, o bom desempenho das vendas externas não tem sido suficiente para compensar o impacto dos elevados estoques disponíveis. A ampla oferta continua sendo um dos principais elementos limitadores para uma recuperação mais expressiva das cotações do milho.

Leia Também:  Açúcar recupera fôlego após quedas de outubro, mas superávit global limita avanço dos preços
Clima no Meio-Oeste dos EUA segue no radar

As condições climáticas também permanecem no centro das atenções dos participantes do mercado. Nas últimas semanas, áreas importantes do Meio-Oeste norte-americano registraram redução nos níveis de umidade, aumentando as preocupações em relação ao potencial produtivo das lavouras.

Caso o período de estiagem se prolongue, os riscos para o desenvolvimento das plantas poderão crescer, especialmente durante fases decisivas do ciclo produtivo. Por outro lado, previsões de chuvas para o curto prazo podem amenizar parte dessas preocupações e reduzir temporariamente a percepção de risco entre os agentes.

Mercado acompanha evolução das lavouras

Nos próximos dias, a evolução do clima e das condições das lavouras deverá continuar influenciando a formação dos preços. Uma persistência do clima seco pode levar o mercado a precificar possíveis perdas de produtividade e um eventual aperto na oferta futura.

Por enquanto, contudo, o mercado do milho segue pressionado pela combinação de fatores macroeconômicos, incertezas geopolíticas e pela manutenção de estoques elevados, cenário que continua limitando movimentos mais expressivos de alta nas bolsas internacionais.

Leia Também:  Adaptação das plantas e fertilizantes especiais ganham destaque em Summit de Nutrição Vegetal Inteligente

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil

Publicados

em

Por

Mercado internacional do café mantém tendência de alta

Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.

Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.

Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.

Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas

O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.

Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:

  • 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
  • Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
  • Queda de 6,7% em relação a abril
  • Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
Leia Também:  Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.

Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade

Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.

De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:

  • Atrasar o avanço da colheita
  • Dificultar a secagem dos grãos
  • Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido

Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.

Mercado físico segue travado no Brasil

No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.

Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.

Leia Também:  Eucalipto impulsiona migração para Mato Grosso do Sul e setor florestal deve gerar 24 mil vagas até 2032
Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições

Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:

  • Cobertura de posições vendidas (short covering)
  • Dólar mais fraco frente ao real
  • Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
  • Queda dos estoques certificados

Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).

Perspectivas para o mercado do café

O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA