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Mercados globais e Ibovespa operam mistos após recordes do Dow e S&P 500

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Os mercados norte-americanos encerraram o pregão desta sexta-feira com desempenho divergente. O Dow Jones avançou e o S&P 500 atingiu novas máximas históricas, impulsionados por ações de setores tradicionais como financeiro, industrial e de materiais. Já o Nasdaq, mais concentrado em tecnologia, registrou leve queda, pressionado por empresas de inteligência artificial, como a Oracle, que sinalizou aumento de investimentos, gerando preocupação sobre custos e rentabilidade.

O cenário também refletiu a postura mais cautelosa do Federal Reserve, que indicou uma condução menos “hawkish” na política monetária, aumentando a atenção de investidores quanto a futuras decisões sobre juros.

Bolsas europeias seguem em alta

As principais bolsas da Europa fecharam em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,68%, o CAC 40, de Paris, subiu 0,79%, e o FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,49%. O índice STOXX 600, que reúne ações de toda a Europa, ganhou 0,52%, refletindo expectativas positivas com o corte de juros nos EUA e comentários sobre a condução futura da política monetária global.

Mercados asiáticos ainda ajustam expectativas

Na Ásia, as bolsas operaram de forma mista, com queda em Xangai e CSI 300 — 0,7% e 0,86%, respectivamente — em meio à expectativa sobre a Conferência Central de Trabalho Econômico da China, que define a agenda econômica do país para 2026. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou leve baixa de 0,04%. Investidores seguem atentos à meta de crescimento da China, projetada em torno de 5% para o próximo ano, e à influência das políticas externas sobre exportações e commodities.

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Ibovespa opera próximo da estabilidade

No Brasil, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou praticamente estável, em 159.189 pontos, refletindo o equilíbrio entre os fluxos de capital externo e fatores internos, como cenário político e expectativas econômicas locais. O movimento mostra cautela do investidor em meio à volatilidade internacional e aos sinais de desaceleração em alguns setores.

Fatores que seguem impactando os mercados

A combinação de cortes de juros nos EUA, performance setorial e decisões de política monetária global segue definindo o humor dos investidores. A rotação entre setores de crescimento e valor tem predominado, com destaque para setores tradicionais que registram maior apetite pelo risco, enquanto tecnologia segue mais pressionada.

Perspectivas para os próximos dias

Analistas indicam que os mercados continuarão acompanhando de perto indicadores econômicos globais, decisões do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, além de resultados corporativos, que devem guiar o desempenho dos índices nos próximos pregões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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