AGRONEGÓCIO
Brasil exporta 104,79 milhões de toneladas de soja e registra receita de US$ 42 bilhões até novembro
AGRONEGÓCIO
Exportações de soja atingem recorde histórico em 2025
O Brasil encerra 2025 com desempenho recorde nas exportações de soja, consolidando a oleaginosa como o principal motor de geração de divisas do agronegócio nacional. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os embarques totais da safra 2024/25 devem atingir 106,97 milhões de toneladas, um incremento de 313 mil toneladas em relação à estimativa anterior.
Entre janeiro e novembro de 2025, o país já exportou 104,79 milhões de toneladas de soja em grãos, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume supera o recorde anterior, de 2021, quando foram embarcadas 101,87 milhões de toneladas ao longo de todo o ano.
Receita de exportação ultrapassa US$ 42 bilhões
A performance da soja no mercado internacional garantiu ao Brasil uma receita de US$ 42 bilhões até novembro, reafirmando o papel da oleaginosa como principal produto de exportação do país. Com a consolidação dos dados de dezembro, o valor total deve ser ainda maior, segundo as projeções da Conab.
O bom resultado reflete a forte demanda global por soja brasileira, impulsionada pela competitividade logística, pela qualidade do produto e pela relação favorável de preços no mercado externo.
Equilíbrio entre produção e comercialização de grãos
De acordo com a Conab, o quadro geral de oferta e demanda de grãos no Brasil permanece estável, refletindo um cenário de equilíbrio entre produção e comercialização. As atualizações recentes consideram apenas ajustes pontuais nas estimativas de colheita e comportamento de mercado, sem grandes alterações no suprimento nacional.
Mesmo diante de oscilações climáticas em algumas regiões produtoras, o país mantém o ritmo das exportações, sustentado pelo bom desempenho logístico e pela demanda firme no mercado internacional.
Safra 2025/26 deve chegar a 354,4 milhões de toneladas
A estimativa da safra 2025/26 indica uma produção total de 354,4 milhões de toneladas de grãos, o que representa um aumento de 0,6% em relação ao ciclo anterior. O crescimento é puxado principalmente pela soja, que deve alcançar novo recorde histórico de produção, reforçando o protagonismo do Brasil no mercado mundial do grão.
Com os números atuais, o país consolida sua posição como maior exportador global de soja, fortalecendo a balança comercial e reafirmando a importância do agronegócio como um dos pilares da economia nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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