RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Fortgreen lança Rally da Nutrição para fortalecer manejo fisiológico no Mato Grosso

Publicados

AGRONEGÓCIO

Projeto busca referências locais de nutrição e fisiologia de plantas

A Fortgreen, referência em nutrição vegetal e tecnologia de aplicação, lançou a primeira edição do Rally da Nutrição, projeto pioneiro que visa aproximar a empresa dos produtores rurais e gerar informações regionais sobre manejo nutricional e fisiológico nas culturas de soja e milho.

Desenvolvido em parceria com a F1rst Agbiotech, especialista em soluções biológicas para agricultura, e com o consultor Rafael Nunes, da Grower Academy, o projeto acompanhará 22 produtores em uma regional no Mato Grosso ao longo de toda a safra, promovendo avaliações técnicas, construção conjunta de protocolos e comparações entre diferentes manejos.

Segundo Gabriel Marciano, coordenador de Desenvolvimento de Mercado de Nutrição da regional BR163, a iniciativa surge diante de uma carência de referências locais sobre nutrição de plantas e manejo fisiológico. “Grande parte das recomendações vem de outras regiões do país, focadas em fitossanidade. Pouco se explora o manejo fisiológico adequado à nossa realidade”, afirma.

O Rally pretende, portanto, produzir conhecimento local e prático, com dados gerados pelos próprios produtores para orientar decisões nas próximas safras.

Leia Também:  I Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana-de-Açúcar será realizado em Ribeirão Preto
Metodologia colaborativa: manejo construído a três mãos

O projeto segue uma abordagem colaborativa, envolvendo produtor, indústria e consultoria. Os produtores fornecem dados de solo, históricos de produtividade, planejamento técnico e metas da próxima safra. Com base nessas informações, Fortgreen, F1rst Agbiotech e Rafael Nunes estruturam manejos personalizados para cada área.

As avaliações contemplam análises de solo, folha, planta inteira, grão e nódulos, com check-points em cada fase do ciclo da lavoura. Segundo Rafael Nunes, idealizador do modelo, o Rally desafia todos os envolvidos a maximizar resultados e adaptar manejos às condições locais, equilibrando produtividade, rentabilidade e precisão técnica.

Concurso de Produtividade incentiva participação técnica

Ao final da safra, o Rally da Nutrição realizará um Concurso de Produtividade, premiando com uma viagem o produtor com melhor desempenho técnico e produtivo. O evento reforça o caráter técnico, competitivo e educacional do projeto.

Fortgreen amplia relacionamento e apresenta portfólio

Do ponto de vista comercial, a iniciativa também fortalece o relacionamento da Fortgreen com produtores. Segundo Welington Camargo, gerente Comercial da BR163 (MT), o projeto apresentou produtos que ainda não faziam parte do manejo de muitos participantes.

Leia Também:  Mercado da soja enfrenta pressão internacional e incertezas no Brasil

No lançamento, a Fortgreen destacou a linha Special Dry, composta por produtos concentrados com alta solubilidade, compatibilidade em mistura e balanços nutricionais modernos. João Vidotto, gerente de Produtos da empresa, afirma que as avaliações iniciais indicam desempenho superior ao manejo convencional, oferecendo segurança aos produtores para adotar novas tecnologias.

Produtores destacam oportunidade de aprendizado técnico

Os participantes do lançamento consideraram o Rally uma oportunidade única de acesso direto a conhecimento técnico e tecnologias aplicadas.

O produtor Agenor Pelizza afirmou que a iniciativa agrega valor ao trabalho no campo ao combinar a experiência do consultor Rafael Nunes com o portfólio técnico da Fortgreen. Já Rodrigo Giachini destacou a chance de ampliar o uso de tecnologias e estratégias nutricionais, elevando a performance das lavouras.

“O diferencial está na variedade e profundidade dos portfólios da Fortgreen e da F1rst, que são incorporados ao manejo a cada safra”, concluiu Giachini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Publicados

em

Por

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia Também:  I Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana-de-Açúcar será realizado em Ribeirão Preto

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia Também:  Índice de Xangai ultrapassa 3.800 pontos após 10 anos com avanço do setor de tecnologia

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA