AGRONEGÓCIO
Investimento em tecnologia agrícola impulsiona crescimento do seguro de maquinário no Mato Grosso
AGRONEGÓCIO
O avanço da modernização no campo, aliado ao aumento do investimento em máquinas agrícolas de alto valor e tecnologia embarcada, tem impulsionado a procura por seguros específicos para equipamentos agrícolas no Mato Grosso.
Entre janeiro e agosto de 2025, o faturamento da Allianz Seguros nessa categoria cresceu 33,5% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme levantamento da própria companhia — uma das maiores seguradoras do país e do mundo, e detentora do naming rights do Allianz Parque.
O resultado reflete não apenas o fortalecimento econômico do agronegócio mato-grossense, mas também o aumento da conscientização dos produtores rurais sobre a importância de proteger seus ativos contra riscos climáticos e operacionais.
Rondonópolis e Sinop concentram 90% das apólices
De acordo com o estudo, as regiões de Rondonópolis (Sul) e Sinop (Norte) representam juntas 90% das apólices emitidas pela Allianz no estado, evidenciando sua relevância estratégica dentro do setor rural.
A companhia já vinha registrando resultados expressivos no estado. Em 2024, o prêmio emitido no seguro de equipamentos agrícolas cresceu 44% em relação a 2023, consolidando a posição da Allianz como uma das líderes nacionais no segmento rural.
Coberturas adaptadas ao perfil de cada produtor
Segundo Alexandro Barbosa, diretor Comercial Regional da Allianz para Minas Gerais e Centro-Oeste, a empresa adota estratégias personalizadas de acordo com o porte e as necessidades de cada cliente.
“O Mato Grosso é referência nacional no agronegócio e necessita de coberturas adequadas, que compreendam os riscos específicos da região”, destaca o executivo.
A seguradora oferece soluções customizadas para grandes produtores, com coberturas amplas e limites mais elevados, e produtos acessíveis e simplificados para pequenos e médios agricultores, com foco em praticidade e custo-benefício.
Proteções oferecidas abrangem diversos riscos
Entre as coberturas disponíveis estão incêndio, queda de raio, explosão, danos elétricos, roubo e furto, além de danos causados por fatores externos, responsabilidade civil, perda de aluguel, acidentes pessoais de operadores e operações próximas à água.
O portfólio visa oferecer proteção patrimonial completa e atende às exigências de um setor que cresce em ritmo acelerado.
Setor de máquinas agrícolas registra forte expansão
O aumento na contratação de seguros acompanha o crescimento do mercado de máquinas agrícolas. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, o segmento registrou alta de 22,7% nas vendas internas e 18,8% no total de máquinas comercializadas.
Somente em outubro, a receita líquida do setor alcançou R$ 6,15 bilhões, consolidando o aquecimento do mercado e reforçando a necessidade de proteção adequada para o patrimônio dos produtores.
Presença consolidada e atuação social da Allianz no Brasil
Com 120 anos de atuação no Brasil, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional, com 57 filiais, 45 assessorias e mais de 32 mil corretores. A empresa atua nos ramos de Vida e Ramos Elementares, oferecendo soluções que combinam tradição e inovação.
Além de sua presença no mercado, a companhia também se destaca pelo trabalho social desenvolvido há mais de 30 anos por meio da Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA), que já beneficiou mais de 10 mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita, em São Paulo, com projetos de educação complementar, esporte e inclusão digital.
A Allianz também dá nome ao Allianz Parque, considerado a arena multiuso mais moderna do país, que desde sua inauguração, em 2014, já recebeu mais de 11 milhões de pessoas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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