AGRONEGÓCIO
Produtores rurais devem reforçar cuidados com crédito, seguro e tributação diante de endividamento crescente em 2026
AGRONEGÓCIO
Os efeitos das perdas climáticas recorrentes continuam impactando a saúde financeira do produtor rural brasileiro, que entra em 2026 com endividamento elevado e novos desafios jurídicos relacionados ao crédito, seguro rural e tributação. A avaliação é da HBS Advogados, que destaca a importância de planejamento técnico e acompanhamento jurídico constante para evitar prejuízos ainda maiores.
Endividamento e renegociações marcam o início de 2025
De acordo com o advogado Frederico Buss, muitos produtores iniciaram 2025 já em situação fragilizada, especialmente após perdas consecutivas em safras de soja. O cenário exigiu renegociações de débitos com bancos, cooperativas e fornecedores.
O especialista alerta que, em casos de perdas por estiagem, excesso de chuvas ou enchentes, é essencial que o produtor formalize a comprovação técnica das perdas.
“Quando o produtor enfrenta prejuízos climáticos, ele deve solicitar o alongamento do contrato de crédito rural com base no Manual de Crédito Rural, apresentando laudo técnico do engenheiro agrônomo antes do vencimento”, explica Buss.
O mesmo cuidado deve ser adotado para dívidas fora do crédito rural, com pedidos de renegociação antecipada e atenção redobrada às cláusulas contratuais.
Linhas especiais de crédito e atenção às garantias
Segundo Buss, a busca por renegociações se manteve ao longo de 2025, impulsionada pela medida provisória regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que criou duas linhas de financiamento para produtores afetados por eventos climáticos sucessivos.
Uma delas utiliza recursos do BNDES, disponíveis para todo o país, embora os valores tenham ficado abaixo da demanda real. A outra, composta por recursos livres, tem maior alcance, mas juros mais altos.
O advogado reforça que os produtores devem analisar cuidadosamente as garantias exigidas e as taxas de juros aplicadas.
“Nos contratos de crédito rural, a cobrança de juros acima de 12% ao ano é vedada pela jurisprudência. O produtor precisa observar esses detalhes, especialmente quando a dívida já está em cobrança judicial”, destaca.
Seguro rural: novas regras e aumento de litígios
Outro ponto de atenção é o seguro rural, que registrou aumento expressivo de ações judiciais por negativas de indenização. Buss ressalta que, quando o produtor cumpre todas as exigências contratuais e comprova adequadamente a perda, os tribunais tendem a afastar recusas consideradas abusivas.
Com a entrada em vigor do novo marco legal do seguro privado em dezembro de 2025, o advogado reforça a importância de acompanhar as mudanças e buscar orientação profissional para contratos firmados a partir de agora.
Recuperação judicial: medida extrema requer cautela
A recuperação judicial do produtor rural foi outro tema recorrente em 2025. Buss classifica o instrumento como uma alternativa extrema, que deve ser utilizada apenas em último caso.
“É um remédio legal, mas que precisa ser adotado com responsabilidade e orientação de profissionais experientes, pois representa o último recurso antes de uma falência de fato”, afirma.
Avanços jurídicos na área ambiental
Na esfera ambiental, o advogado Roberto Bastos Ghigino destaca decisões recentes relevantes, como a do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que considerou ilegal exigir a aprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para levantamento de termos de embargo.
O entendimento foi reforçado durante o 1º Fórum Brasileiro de Direito do Agronegócio, realizado em Goiânia, onde foram aprovados enunciados sobre direito agrário, contratos e regularização fundiária.
“Ficamos satisfeitos em ver consolidado um enunciado que reafirma a ilegalidade dessa exigência, em consonância com a posição já firmada pelo TRF-4”, destaca Ghigino.
Perspectivas para 2026: desafios econômicos e ambientais
A HBS Advogados projeta que 2026 será marcado pela continuidade das discussões ambientais, aperfeiçoamento das regras do seguro rural e novos desafios financeiros causados por condições climáticas adversas e mudanças tributárias.
O escritório reforça que a documentação técnica adequada, o cumprimento de prazos e o acompanhamento jurídico especializado são fatores essenciais para proteger o produtor rural em um contexto de complexidade regulatória crescente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações globais de café avançam na safra 2025/26, mas receita brasileira recua em abril
As exportações globais de café seguem em crescimento na temporada 2025/26, de acordo com dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC). O avanço dos embarques mundiais ocorre em meio ao fortalecimento da demanda internacional e ao aumento expressivo das exportações de café robusta, enquanto o Brasil enfrenta retração na receita e nos preços médios obtidos com as vendas externas em abril.
Segundo a OIC, os embarques globais de café dos países membros e não-membros da entidade somaram 13,59 milhões de sacas de 60 quilos em março, sexto mês da safra mundial 2025/26. O volume representa crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando haviam sido exportadas 13,37 milhões de sacas.
Exportações mundiais acumulam alta na safra 2025/26
No acumulado dos seis primeiros meses da temporada, entre outubro de 2025 e março de 2026, as exportações globais alcançaram 70,91 milhões de sacas, avanço de 3,3% frente às 68,67 milhões embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25.
Os dados da OIC mostram mudanças importantes no perfil da oferta global de café. As exportações de café arábica somaram 82,70 milhões de sacas nos últimos doze meses encerrados em março de 2026, registrando queda de 4,9% na comparação com os 86,94 milhões de sacas exportados no período anterior.
Por outro lado, os embarques de café robusta cresceram de forma significativa. O volume exportado atingiu 59,85 milhões de sacas, alta de 15% em relação às 51,92 milhões registradas nos doze meses anteriores.
O movimento reforça o avanço da participação do robusta no mercado internacional, impulsionado principalmente pela competitividade do grão e pela maior demanda da indústria global.
Receita do café brasileiro recua em abril
Enquanto o mercado internacional registra crescimento nos embarques, o Brasil apresentou retração nos indicadores das exportações de café em grão no mês de abril de 2026.
Considerando os 20 dias úteis do período, o país exportou 2,857 milhões de sacas de 60 quilos, com média diária de 142,8 mil sacas embarcadas.
A receita cambial totalizou US$ 1,072 bilhão, equivalente a uma média diária de US$ 53,6 milhões. O preço médio negociado foi de US$ 375,30 por saca.
Na comparação com abril de 2025, a receita média diária das exportações brasileiras caiu 14,2%. O volume médio diário embarcado recuou 0,9%, enquanto o preço médio registrou baixa de 13,4%.
Mercado acompanha oferta global e preços internacionais
O cenário do café segue marcado pela volatilidade no mercado internacional, com investidores atentos ao comportamento da oferta global, às condições climáticas nas principais regiões produtoras e ao ritmo da demanda mundial.
Analistas observam que o crescimento das exportações de robusta vem alterando a dinâmica do mercado, ao mesmo tempo em que o arábica enfrenta limitações de oferta em importantes origens produtoras.
No Brasil, o setor acompanha de perto o desenvolvimento da safra 2026, além das oscilações cambiais e dos movimentos das bolsas internacionais, fatores que continuam influenciando diretamente os preços internos e a competitividade das exportações brasileiras de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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