AGRONEGÓCIO
Produção de etanol nos EUA atinge recorde histórico e reforça demanda por milho
AGRONEGÓCIO
Produção de etanol atinge o maior nível já registrado
A produção de etanol nos Estados Unidos alcançou um novo recorde na semana encerrada em 12 de dezembro, atingindo 1,131 milhão de barris por dia (bpd), de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (17) pela Administração de Informação de Energia (EIA).
O volume representa um aumento em relação à semana anterior, quando foram produzidos 1,105 milhão de bpd, e supera o recorde anterior de 1,126 milhão de barris por dia, registrado na semana encerrada em 28 de novembro.
Estoques caem e indicam forte consumo interno
Enquanto a produção avançou, os estoques de etanol recuaram 0,70% no mesmo período, totalizando 22,353 milhões de barris. A redução sugere um ritmo mais intenso de consumo interno do biocombustível, mesmo diante do aumento na oferta.
Impacto direto sobre a demanda por milho
A elevação na produção de etanol tem reflexo direto sobre o mercado de milho, principal matéria-prima utilizada pelas usinas norte-americanas. O aumento do processamento do cereal reforça a expectativa de maior demanda interna, fator que pode influenciar os preços do grão no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Venda de máquinas despenca 20,4% em maio e Abimaq amplia previsão de queda para o setor em 2026
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a registrar desempenho negativo em maio e reforçou o cenário de desaceleração para 2026. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que a receita líquida de vendas recuou 20,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 22,5 bilhões.
Diante da piora dos indicadores, a entidade revisou para baixo suas projeções para o setor. A expectativa agora é de uma retração de 3,2% na receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos em 2026, índice superior à queda de 2,3% prevista anteriormente.
Mercado interno concentra as maiores perdas
O desempenho mais fraco foi observado no mercado doméstico. A receita líquida com vendas internas caiu 23,2% na comparação anual, encerrando maio em R$ 17,3 bilhões.
Outro indicador que reforça o enfraquecimento da demanda é o consumo aparente de máquinas e equipamentos, que somou R$ 31,1 bilhões, representando uma retração de 19,5% frente ao mesmo período de 2025.
Além da queda nas vendas, a indústria também registrou redução na utilização da capacidade instalada, que passou de 79,1% para 78,3%, enquanto a carteira de pedidos diminuiu 10,6% em relação ao ano anterior, ficando em apenas 8,2 semanas de produção contratada.
Exportações crescem, mas não compensam fraqueza interna
As exportações apresentaram desempenho positivo em maio. As vendas externas alcançaram US$ 1,04 bilhão, alta de 5,5% sobre igual período do ano passado.
Segundo a Abimaq, esse avanço está relacionado, principalmente, à base de comparação mais fraca registrada no primeiro trimestre de 2025, quando a atividade industrial dos Estados Unidos — principal destino das máquinas brasileiras — enfrentou desaceleração significativa.
Já as importações permaneceram praticamente estáveis, somando US$ 2,65 bilhões em maio, com leve queda de 0,6% na comparação anual.
Plano Safra é considerado neutro pelo setor
A divulgação do Plano Safra 2026/2027 não alterou significativamente as perspectivas da indústria de máquinas agrícolas.
Na avaliação de Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Abimaq, o programa manteve as diretrizes já adotadas nos últimos anos e não trouxe mudanças capazes de impulsionar o mercado.
Segundo o dirigente, o plano “não apresentou grandes novidades, mas também não frustrou as expectativas”, mantendo a estrutura de financiamento já conhecida pelos produtores rurais.
O governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões para financiar médios e grandes produtores na safra 2026/2027, valor 1,7% superior ao disponibilizado no ciclo anterior.
Máquinas agrícolas devem registrar forte retração em 2026
Mesmo com a manutenção dos recursos do Plano Safra, a expectativa da Abimaq para o segmento de máquinas agrícolas permanece negativa.
A entidade projeta uma redução entre 15% e 20% nas vendas do setor ao longo de 2026, reflexo da combinação entre juros elevados, maior seletividade na concessão de crédito, aumento do endividamento dos produtores e menor ritmo dos investimentos no campo.
O cenário indica que fabricantes de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e demais equipamentos agrícolas deverão enfrentar mais um ano desafiador, com demanda enfraquecida e menor volume de negócios no mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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