AGRONEGÓCIO
Titan amplia portfólio e traz pneus específicos para quadriciclos e utilitários ao Brasil
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A Titan International, fabricante global de pneus e rodas, anunciou o início da comercialização no Brasil de pneus especiais para veículos ATV (quadriciclos) e UTV (utilitários), após a aquisição da americana Carlstar Group LLC, referência mundial na produção de pneus para aplicações off-road e especiais. A chegada dos produtos marca a ampliação das soluções da marca voltadas a produtores rurais, prestadores de serviços e usuários urbanos que buscam desempenho e durabilidade em terrenos variados.
Mercado de veículos utilitários cresce no campo e nas cidades
Os veículos de pequeno porte têm ganhado cada vez mais espaço no país, tanto em fazendas quanto em centros urbanos e atividades esportivas.
Os ATVs (all-terrain vehicles), conhecidos como quadriciclos, são leves, ágeis e guiados por guidão, ideais para deslocamentos rápidos, inspeções e trilhas. Já os UTVs (utility task vehicles) oferecem estrutura maior, com volante, assentos lado a lado e caçamba de carga, proporcionando mais estabilidade e capacidade de trabalho.
De acordo com Luiz Antônio Quevedo Marthe, vice-presidente de vendas e marketing da Titan para a América Latina, o uso desses veículos vem crescendo de forma contínua no país, impulsionado especialmente pelo agronegócio.
“A venda de quadriciclos vem aumentando ano após ano no Brasil, principalmente pelo uso no campo. Eles atendem diferentes necessidades dentro da fazenda por serem ágeis e versáteis — desde deslocamentos até coleta de amostras, transporte de ferramentas e pequenos insumos. A tendência é de expansão tanto nas propriedades rurais quanto nas usinas”, destaca Marthe.
Pneus especiais ampliam soluções para diferentes aplicações
Com a incorporação da Carlstar, a Titan passa a oferecer uma nova linha de pneus voltada não apenas ao setor agrícola, mas também ao público urbano.
Esses produtos atendem ao segmento de jardinagem e manutenção de áreas verdes, conhecido como lawn & garden, e são compatíveis com as principais marcas do mercado.
“Os veículos ATVs também são bastante utilizados em grandes cidades para serviços de roçada, corte de grama e manejo de áreas extensas — em prefeituras, condomínios, resorts e empresas de manutenção. Nossos pneus garantem desempenho superior e contribuem para operações mais eficientes”, explica o executivo.
Aplicações vão além do campo: de resorts a eventos
A nova linha de pneus contempla ainda carrinhos de transporte usados em campos de golfe e veículos elétricos empregados em feiras e eventos.
Segundo Marthe, os produtos já estão disponíveis no mercado brasileiro por meio da rede de revendas parceiras da Titan.
“Com essa ampliação, reforçamos nossa presença no país e apostamos no crescimento dos veículos utilitários de pequeno porte como aliados estratégicos em atividades agrícolas, esportivas, de lazer e serviços urbanos”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%
A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.
Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.
Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.
A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.
Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.
A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.
O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.
A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.
Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.
A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.
A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.
O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.
O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.
Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.
A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.
Fonte: Pensar Agro
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