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Salvaguardas da China sobre carne bovina impõem novo desafio às exportações brasileiras
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China impõe tarifas elevadas e muda o cenário do mercado global de carne bovina
A decisão da China de impor salvaguardas às importações de carne bovina, com tarifas de até 67% sobre volumes que excederem 1,1 milhão de toneladas, altera significativamente a dinâmica das exportações brasileiras. O país asiático foi responsável por cerca de 1,7 milhão de toneladas importadas do Brasil em 2025, o que evidencia a forte dependência do mercado chinês.
O novo limite impõe um desafio de diversificação de destinos para o Brasil, que precisa redirecionar parte de sua produção a outros compradores em um contexto global ainda restrito em oferta de proteína bovina.
Produção brasileira deve cair e aliviar impactos no mercado
De acordo com o relatório Radar Agro – Itaú BBA (janeiro de 2026), a produção brasileira de carne bovina deve recuar cerca de 2% em 2026, o que representa uma redução de aproximadamente 200 mil toneladas na oferta total. Essa queda pode atenuar os efeitos negativos das restrições chinesas, já que parte do excedente potencial seria absorvido internamente.
Após quatro anos de abate elevado de fêmeas, o ritmo de produção deve se ajustar, com tendência de reduções adicionais entre 2027 e 2028, segundo o banco.
América do Sul reorganiza fluxos e Brasil pode ampliar presença regional
A redistribuição das exportações também envolve uma reorganização dos fluxos comerciais na América do Sul. Argentina e Uruguai receberam cotas de exportação superiores ao volume embarcado em 2025 — 511 mil e 324 mil toneladas, respectivamente.
Essa diferença pode abrir espaço para o Brasil aumentar o abastecimento dos mercados vizinhos, permitindo que esses países direcionem uma fatia maior de suas exportações à China.
Oportunidades de expansão nos Estados Unidos
O mercado norte-americano surge como uma alternativa estratégica. Com a retirada das tarifas adicionais e um déficit projetado de 1,3 milhão de toneladas para 2026 — segundo o USDA —, o Brasil pode ampliar suas exportações de carne bovina aos EUA. Esse movimento ajudaria a compensar parte das perdas com o novo limite imposto por Pequim.
Curto prazo: aceleração temporária dos embarques à China
Antes de atingir a nova cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida (12%), o Brasil deve acelerar os embarques no início do ano.
Contudo, após o limite, é possível que haja pressão sobre os preços do boi gordo, especialmente nos períodos de maior abate, como maio/junho e outubro/novembro, quando se concentram os confinamentos.
Estratégia chinesa busca fortalecer produção doméstica
A medida chinesa tem como objetivo proteger e estimular a produção local de carne bovina, que permaneceu estagnada em 2025 e deve cair em 2026, conforme dados do USDA.
Entre 2019 e 2024, as importações da China cresceram cerca de 10% ao ano, sustentando o aumento de 5% no consumo doméstico anual.
Com as novas restrições, a oferta interna tende a cair, o que pode resultar em alta de preços no mercado chinês.
Diversificação será fundamental para o Brasil
Mesmo com possíveis compensações em mercados alternativos, o Brasil precisará buscar novos destinos para manter o equilíbrio do setor exportador.
No entanto, países como Filipinas, Malásia, Arábia Saudita e Vietnã ainda têm capacidade limitada de absorção, se comparados à China.
Assim, os impactos devem ser moderados, sustentados pela redução gradual da oferta brasileira e pelas restrições à expansão da produção global de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bubalinocultura ganha protagonismo na Megaleite 2026 com dinâmica de campo, degustação e 50 argolas para animais
A bubalinocultura brasileira terá presença ampliada na Megaleite 2026, que será realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) prepara uma participação voltada à experiência prática no campo, com foco em integração entre criadores, técnicos, estudantes e consumidores.
A entidade estará instalada no estande P-34, no Galpão B-1, onde apresentará uma programação que inclui recepção ao público, encontros com representantes da cadeia produtiva e degustação de produtos derivados do leite de búfala.
Um dos destaques desta edição será a instalação de um pavilhão com 50 argolas para animais, ampliando a presença da espécie na exposição e fortalecendo a visibilidade da produção bubalina dentro da principal feira do setor leiteiro da América Latina.
Dinâmica de campo será novidade na programação da ABCB
A principal inovação da participação da ABCB na Megaleite 2026 será a realização de uma dinâmica prática voltada a criadores e estudantes. A atividade pretende simular situações do cotidiano da criação de búfalos, aproximando o público das rotinas de manejo e das práticas técnicas da atividade no campo.
Segundo o presidente da ABCB, Simon Riess, a proposta reforça o papel da feira como espaço de troca de conhecimento e atualização técnica.
“É com muita satisfação que a ABCB anuncia mais um ano de presença garantida na Megaleite, evento que reúne o expoente do rebanho nacional de raças leiteiras. É uma ótima oportunidade para a interação entre criadores, técnicos e o grande público consumidor. Este ano, vamos levar uma novidade, com uma dinâmica prática no nosso pavilhão, mostrando aos criadores e estudantes um pouco da realidade do campo”, destacou.
Bubalinocultura reforça espaço na cadeia leiteira brasileira
A participação dos búfalos na Megaleite também reflete o crescimento e a consolidação da atividade dentro da pecuária leiteira nacional. A organização do evento destaca que a presença da espécie contribui para ampliar a visão da cadeia produtiva do leite no Brasil.
De acordo com o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, entidade responsável pela feira, Celso Menezes, a bubalinocultura já ocupa espaço relevante no setor.
“O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de búfalos, sendo mais de 200 mil cabeças destinadas à pecuária leiteira. A Megaleite sempre teve essa visão ampla da cadeia leiteira, por isso a bubalinocultura não poderia ficar de fora”, afirmou.
Leite de búfala ganha destaque na indústria de derivados
Além da produção em si, a cadeia do leite de búfala também se destaca pelo alto valor agregado de seus derivados. Segundo Menezes, a composição do leite contribui diretamente para a qualidade dos produtos industrializados.
“O leite das búfalas possui de 50% a 60% mais sólidos do que o leite bovino, além de maiores teores de fósforo e cálcio. Isso torna a matéria-prima muito valorizada, especialmente na produção de queijos”, explicou.
O crescimento do interesse da indústria pelos derivados do leite de búfala tem impulsionado a valorização da atividade, especialmente em nichos de mercado voltados à alta qualidade e diferenciação de produtos lácteos.
Programação técnica reforça integração do setor
Além da dinâmica de campo e da exposição de animais, a ABCB também participará da programação técnica da Megaleite 2026, com palestras e atividades voltadas à capacitação de criadores e profissionais do setor.
A iniciativa integra a estratégia da entidade de ampliar o acesso à informação técnica, fortalecer a cadeia produtiva e aproximar a bubalinocultura do público da pecuária leiteira em geral.
Com isso, a participação na feira reforça o papel da ABCB na difusão de conhecimento e na valorização da criação de búfalos no Brasil, consolidando a presença da atividade em um dos principais eventos do agronegócio do leite na América Latina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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