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Plantio da segunda safra de milho atinge 0,8% no Brasil; colheita de verão avança para 4,4%

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Plantio da safrinha avança em ritmo moderado

O Brasil iniciou o plantio da segunda safra de milho com avanço gradual nas principais regiões produtoras. Segundo dados do Boletim de Acompanhamento de Safras da Conab, até o último sábado (17), 0,8% das áreas destinadas à safrinha já foram semeadas.

O percentual representa avanço em relação aos 0,3% registrados na semana anterior e supera o desempenho de 0,5% no mesmo período de 2024, embora ainda esteja abaixo da média histórica de 2,5% dos últimos cinco anos.

Mato Grosso e Paraná lideram o plantio

O Mato Grosso já plantou 1,4% da área total prevista, enquanto o Paraná registra 1% de avanço. Até o momento, cerca de 77% das lavouras estão em fase de emergência e 23% já alcançaram o estágio de desenvolvimento vegetativo, indicando um início de ciclo dentro da normalidade nas regiões mais adiantadas.

Colheita da safra de verão ganha ritmo

Paralelamente, a colheita da primeira safra de milho (safra de verão) também avança. O índice nacional subiu de 2,4% na semana anterior para 4,4%, segundo a Conab. O resultado é semelhante ao registrado no mesmo período de 2024, porém inferior à média de 6,5% dos últimos cinco anos.

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Sul do país puxa a colheita

No Rio Grande do Sul, 17% da área plantada já foi colhida, enquanto em Santa Catarina, o avanço chega a 2,8%. Nos demais estados, as colheitadeiras ainda não entraram em campo.

Atualmente, 16% das lavouras estão em maturação, 32,6% em enchimento de grãos, 17,3% em floração, 27,6% em desenvolvimento vegetativo e 2,2% ainda em emergência.

Clima favorece lavouras em boa parte do país

Os técnicos da Conab destacam que as condições climáticas permanecem positivas em Minas Gerais, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. No Rio Grande do Sul, contudo, o excesso de chuvas e o atraso no ciclo da cultura têm limitado o avanço da colheita.

Já na Bahia e no Paraná, as precipitações regulares seguem favorecendo o bom desenvolvimento das plantas, enquanto no Piauí, as chuvas irregulares ainda preocupam produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CMN libera crédito de capital de giro para cooperativas de leite no Pronaf e reforça apoio à agricultura familiar

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CMN autoriza crédito emergencial para cooperativas de leite

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a liberação de uma linha de crédito para capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar que atuam na produção e processamento de leite.

A medida inclui, de forma temporária, essas cooperativas na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo o acesso a recursos para enfrentar dificuldades financeiras no curto prazo.

Objetivo é manter operações e evitar impactos no campo

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca garantir a continuidade das operações dessas cooperativas, consideradas estratégicas para o funcionamento da cadeia leiteira.

Sem o apoio financeiro, o setor poderia enfrentar:

  • Atrasos no pagamento aos produtores
  • Redução da captação e processamento de leite
  • Interrupções nas atividades industriais
  • Perda de empregos no meio rural
Cooperativas têm papel central na renda da agricultura familiar

As cooperativas beneficiadas pela medida desempenham funções essenciais na economia rural, como:

  • Compra da produção de pequenos agricultores
  • Processamento de leite e derivados
  • Geração de renda para famílias no campo
  • Sustentação de economias locais
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Quem pode acessar a nova linha de crédito

A linha é destinada a cooperativas que:

  • Participam do Pronaf Agroindústria
  • Comprovem dificuldades financeiras de curto prazo em 2026

Estejam vinculadas a programas de gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como os do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Os financiamentos poderão ser contratados em uma ou mais instituições financeiras.

Condições de financiamento: juros, prazos e limites

A linha de crédito apresenta condições específicas para facilitar o acesso e garantir fôlego financeiro às cooperativas:

  • Prazo total: até 6 anos para pagamento
  • Carência: até 1 ano
  • Taxa de juros: 8% ao ano
  • Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões
  • Limite por cooperado: até R$ 90 mil
  • Prazo para contratação vai até junho de 2026

A autorização para acesso à linha de capital de giro é temporária. As cooperativas poderão contratar os financiamentos até 30 de junho de 2026.

Impactos esperados no setor leiteiro

Com o reforço de caixa, a expectativa do governo é:

  • Garantir a continuidade da compra de leite dos produtores
  • Evitar interrupções nas operações industriais
  • Preservar empregos no interior
  • Manter o abastecimento de alimentos
  • Sustentar a renda de famílias da agricultura familiar
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A decisão do CMN reforça o papel do crédito rural como instrumento estratégico para estabilizar cadeias produtivas essenciais, como a do leite, assegurando a continuidade das atividades e reduzindo os impactos de curto prazo sobre produtores e cooperativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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