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Logística portuária exige integração e planejamento para garantir eficiência nas operações

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A logística portuária é um dos pilares do comércio internacional e envolve um conjunto de processos que asseguram a entrada, movimentação, armazenagem e saída de cargas nos portos. É o elo central que conecta o transporte marítimo, rodoviário e ferroviário às operações aduaneiras, demandando alta coordenação e controle.

De acordo com o consultor em Logística & Supply Chain Carlos Eduardo Fonseca, essa atividade exige integração entre indústrias, importadores, exportadores, armadores, terminais e transportadoras para funcionar de maneira eficiente.

Planejamento e programação: os pontos mais críticos da operação portuária

O planejamento e a programação das operações estão entre as etapas mais sensíveis da logística portuária. Esses processos incluem o agendamento de navios, definição de janelas de atracação, alocação de berços, equipamentos e equipes, além da sincronização com caminhões e trens.

Qualquer falha nessa coordenação pode resultar em filas, atrasos e aumento de custos operacionais. Além disso, o tipo de carga movimentada influencia diretamente as estratégias utilizadas. Contêineres, granéis sólidos, líquidos ou carga geral exigem infraestruturas, equipamentos e tempos operacionais diferentes.

Atracação, carga e descarga: etapas que impactam custos e produtividade

A atracação do navio é uma etapa decisiva na operação portuária, envolvendo a chegada da embarcação, apoio de rebocadores, amarração e liberação para operação. O tempo que o navio permanece parado representa um custo significativo, o que torna a agilidade um fator essencial.

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Durante as atividades de carga e descarga, são utilizados guindastes e sistemas de controle operacional que priorizam produtividade, segurança e rastreabilidade. Após a movimentação, a armazenagem no terminal requer controle preciso sobre a posição e o tempo de permanência da carga, uma vez que períodos longos podem elevar despesas com armazenagem e demurrage.

Integração com transporte terrestre e processos aduaneiros é desafio constante

A integração entre o porto e o transporte terrestre é outro ponto crítico da cadeia logística. Ela depende de agendamentos eletrônicos, controle de filas e janelas de retirada ou entrega para garantir fluidez nas operações.

Quando essa integração falha, surgem gargalos logísticos que afetam todo o fluxo portuário. Além disso, os processos aduaneiros, como despachos e fiscalizações, exigem atenção rigorosa — erros de documentação podem manter a carga retida e causar atrasos.

Outro aspecto essencial é o cumprimento de normas de segurança e compliance, com controle de acesso e monitoramento contínuo dentro dos terminais.

Indicadores de desempenho ajudam a reduzir custos e aumentar a eficiência

A gestão portuária se apoia em indicadores de desempenho que ajudam a medir a eficiência das operações. Entre os principais estão:

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Tempo de atracação dos navios;

  • Produtividade por hora de operação;
  • Tempo de permanência das cargas no terminal;
  • Taxa de ocupação do pátio;
  • Custo por unidade movimentada.

Esses indicadores orientam decisões estratégicas voltadas a reduzir tempos ociosos, aumentar o giro de cargas, garantir segurança, diminuir custos logísticos e ampliar a previsibilidade operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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