RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Custos de produção do leite sobem 3% em 2025 e ficam abaixo da inflação nacional

Publicados

AGRONEGÓCIO

Custo da produção de leite cresce menos que a inflação oficial

Os custos de produção de leite no Brasil aumentaram 3,0% em 2025, conforme dados do ICPLeite/Embrapa. O índice, que mede a inflação do setor, ficou abaixo do IPCA, calculado pelo IBGE, que encerrou o ano com alta de 4,3%.

Segundo o levantamento, o controle nos gastos com alimentação do rebanho, tanto produzida quanto comprada, foi decisivo para o bom resultado.

Energia, combustível e mão de obra pressionaram os custos

Apesar da estabilidade geral, alguns componentes tiveram altas expressivas ao longo de 2025. Os custos com mão de obra, energia elétrica e combustíveis (gasolina e diesel) cresceram cerca de três vezes mais do que o custo total anual, o que impediu uma redução maior no índice geral.

Dezembro fecha com leve aumento puxado por insumos específicos

No último mês de 2025, o ICPLeite registrou alta de 0,2% nos custos de produção.

O grupo Concentrado foi o principal responsável pelo aumento, com avanço de 1,6%, impulsionado pela elevação nos preços do caroço de algodão e da polpa cítrica — embora o farelo de soja tenha apresentado queda.

Leia Também:  Vacina contra bronquite infecciosa da Phibro ultrapassa 10 bilhões de doses aplicadas na avicultura brasileira

Já o grupo Sanidade e reprodução, que inclui medicamentos e sêmen, teve aumento moderado, de 0,6%.

Produtores que não utilizam os insumos com maior alta registraram, em média, variação menor que 0,2% no custo de produção mensal.

Energia e combustíveis registram deflação e aliviam custos

Em contrapartida, três grupos apresentaram deflação em dezembro.

Os custos de energia elétrica e óleo diesel recuaram 1,8%, mesma variação negativa registrada no grupo Volumosos.

A qualidade do leite também apresentou leve retração de 0,2%, contribuindo para o equilíbrio do índice.

Alimentação e minerais influenciam desempenho anual

No acumulado de 2025, a inflação de custos atingiu 3,0%, com destaque para os aumentos em:

  • Minerais (+17,1%),
  • Energia e combustível (+7,2%),
  • Qualidade do leite (+7,0%),
  • Mão de obra (+6,3%).

O grupo Sanidade e reprodução também ficou acima da média, com alta de 4,3%.

Por outro lado, os grupos Concentrado (+2,9%) e Volumosos (-4,2%) ajudaram a conter a alta acumulada.

Ano de estabilidade e sem sobressaltos para os produtores

De acordo com o relatório, a inflação dos custos de produção do leite foi considerada bem comportada em 2025. O índice anual oscilou entre 2,3% e 4,0%, permanecendo estável ao longo do ano.

Leia Também:  Algodão recua em Nova York com ajustes técnicos e projeções do USDA

Na avaliação da Embrapa, não houve variações significativas que trouxessem impacto expressivo aos produtores, refletindo um ano de equilíbrio nos custos e maior previsibilidade para o setor leiteiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

Por

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Semana do Cavalo 2026 distribui mais de R$ 1 milhão em prêmios e estreia arena coberta em Mato Grosso
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Alta nos preços impulsiona vendas de algodão em Mato Grosso, aponta Imea

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA