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Mercado de trigo reage a clima adverso e câmbio favorável, mas ritmo segue lento no Sul do Brasil

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Negociações seguem travadas nos estados do Sul

O mercado de trigo mantém um cenário de pouca movimentação nos principais estados produtores do Sul do Brasil. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, vendedores e compradores continuam cautelosos, com negociações pontuais e foco em entregas futuras. Apesar disso, os moinhos mantêm um nível confortável de abastecimento no curto prazo, o que reduz a pressão sobre os preços.

No Rio Grande do Sul, o comércio permanece “da mão para a boca”. As ofertas partem de cerca de R$ 1.100,00 por tonelada no interior, enquanto os compradores buscam trigo para março, com pagamento em abril, ofertando entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00. No porto, exportadores indicam R$ 1.150,00, mas sem avanços nas negociações.

O trigo paraguaio se mantém como a opção mais competitiva, especialmente no noroeste gaúcho, seguido do uruguaio. Já o produto argentino perde espaço, com diferença de até R$ 120,00 por tonelada em relação aos concorrentes. O preço ao produtor permanece estável em R$ 54,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o trigo do Rio Grande do Sul chega aos moinhos do Leste com preços inferiores às ofertas locais — entre R$ 1.230,00 e R$ 1.250,00 CIF, enquanto o produto catarinense é negociado de R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00 FOB. No Centro do estado, as indústrias continuam comprando diretamente dos agricultores, e no Oeste predominam operações via cooperativas.

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Já no Paraná, o mercado segue calmo, com os moinhos cobertos até fevereiro e interesse apenas por entregas em março. O trigo paraguaio segue competitivo, mesmo com custos logísticos maiores, enquanto o produto importado via porto é cotado em torno de US$ 250,00 por tonelada nacionalizada.

Cenário internacional: clima e câmbio impulsionam os preços

As cotações internacionais do trigo encerraram a quarta-feira (28) em forte alta nas principais bolsas de grãos. Em Chicago (CBOT), os contratos foram sustentados por dois fatores principais: o frio intenso nas lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos e na Rússia, e a desvalorização do dólar frente ao euro, que aumentou a competitividade do cereal norte-americano no mercado global.

A Dow Jones destacou que compras técnicas reforçaram o movimento positivo, enquanto a alta do dólar no final do pregão limitou parte dos ganhos. Mesmo assim, o sentimento predominante foi de preocupação com os danos causados pelo chamado “Winterkill”, fenômeno que pode reduzir a produtividade devido às baixas temperaturas e à cobertura de neve insuficiente em algumas áreas.

Chicago e Europa registram fortes altas nas bolsas

Na Bolsa de Chicago, o contrato de março do trigo brando (SRW) subiu 2,44%, encerrando a US$ 5,36 por bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 2,21%, para US$ 5,44. O trigo duro HRW negociado em Kansas teve alta de 1,78%, a US$ 5,42 por bushel, e o HRS de Minneapolis fechou com leve valorização de 0,57%, a US$ 5,75 por bushel.

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Na Euronext de Paris, o trigo para moagem subiu 1,47%, cotado a 190,00 euros por tonelada, acompanhando o otimismo global. A paridade cambial também teve papel relevante: o dólar caiu abaixo do patamar de US$ 1,20 por euro, o que favoreceu exportações dos Estados Unidos.

Perspectivas: incertezas climáticas e ritmo doméstico lento

Apesar do otimismo internacional, o mercado interno brasileiro segue sem fôlego para grandes movimentações. A diferença entre preços domésticos e importados, aliada à estabilidade dos moinhos, mantém as negociações pontuais.

No exterior, o clima adverso segue no radar, com estimativas apontando que cerca de 30% das áreas de trigo de inverno nos EUA foram afetadas pelo frio extremo. Já na Rússia, a consultoria SovEcon elevou a previsão de exportações para 45,7 milhões de toneladas em 2025/26, mas alertou que o clima rigoroso pode impactar os próximos embarques.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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