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Preços das carnes em 2026: frango perde competitividade frente à suína, mas segue mais barato que a bovina

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Dinâmica dos preços das carnes no início de 2026

O mercado brasileiro de proteínas iniciou 2026 com mudanças significativas. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a carne de frango perdeu competitividade em relação à carne suína, embora continue mais barata que a bovina.

Em janeiro, tanto o frango quanto o suíno apresentaram queda nas cotações no atacado da Grande São Paulo, movimento que segue o padrão sazonal de enfraquecimento da demanda no início do ano. Já a carne bovina manteve estabilidade, sustentada pela oferta limitada de animais prontos para o abate.

Frango e suíno sentem os efeitos da oferta e da demanda

De acordo com pesquisadores do Cepea, o primeiro mês do ano costuma registrar menor consumo interno de carnes, o que exerce pressão sobre os preços das proteínas de frango e suína. Em 2026, a retração foi mais intensa para o mercado de carne suína, com quedas próximas de 20% nos preços brutos, reduzindo sua competitividade frente ao frango.

Para a carne de frango, o aumento da produção interna e a manutenção da demanda internacional influenciaram as cotações, que ainda garantem à proteína a posição de opção mais acessível ao consumidor brasileiro.

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Carne bovina mantém firmeza e pressiona inflação

Em contrapartida, a carne bovina tem apresentado comportamento distinto no início de 2026. Os preços permanecem firmes, sustentados pela baixa oferta de animais prontos para o abate e pela demanda estável no mercado doméstico.

Especialistas em economia agrícola indicam que a redução da disponibilidade de bovinos pode representar o início de uma nova fase do ciclo pecuário, com impacto direto sobre os custos de produção e os preços ao consumidor. Essa tendência tende a manter a carne bovina como um dos principais vetores de pressão sobre a inflação de alimentos no país.

Inflação elevada e alimentos em destaque na economia

Dados recentes do Banco Central do Brasil (BCB) mostram que a inflação geral segue acima do centro da meta oficial, com os alimentos ainda figurando entre os principais componentes de pressão sobre o índice de preços ao consumidor.

Apesar de alguns sinais de desaceleração em determinados segmentos, restrições na oferta de proteínas e mudanças no padrão de consumo — com maior substituição entre carnes — continuam influenciando os preços ao longo de 2026.

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Analistas alertam que a persistência desses fatores pode manter o custo das carnes em patamar elevado, refletindo tanto nos índices de inflação quanto no poder de compra das famílias brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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