RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Chuvas impulsionam lavouras da primeira safra em janeiro e garantem boas condições para o milho segunda safra

Publicados

AGRONEGÓCIO

Boas chuvas garantem umidade do solo e fortalecem lavouras em todo o país

O mês de janeiro foi marcado por precipitações expressivas em diversas regiões do Brasil, o que favoreceu o desenvolvimento das culturas de primeira safra. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (29), as chuvas contribuíram para manter a umidade do solo em níveis adequados, impulsionando o bom desempenho das lavouras.

O fenômeno foi resultado da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável por intensificar as chuvas e elevar o armazenamento hídrico em várias regiões, criando um ambiente propício ao avanço das principais culturas do país.

Desempenho positivo das lavouras e índices acima da média histórica

De acordo com a análise espectral realizada pela Conab, os índices de vegetação registrados em janeiro ficaram acima da média histórica em boa parte das áreas monitoradas. Esse resultado reflete o crescimento saudável das plantações e o avanço das culturas em etapas decisivas do ciclo produtivo.

Leia Também:  Safra de Tomate 2025/26: Tecnologia Sustenta Produtividade Apesar do Clima Úmido

Ainda assim, o boletim destaca que variações no regime de chuvas e atrasos pontuais no plantio impactaram o início do desenvolvimento em algumas regiões. No Nordeste e no Norte, por exemplo, a irregularidade das chuvas no começo do mês deu lugar a uma melhora gradual, permitindo a retomada do plantio e o avanço das lavouras.

Centro-Oeste, Sudeste e Sul mantêm condições favoráveis, com alertas pontuais

Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, as condições climáticas permaneceram, em geral, favoráveis à agricultura. Entretanto, a excessiva concentração de chuvas em alguns pontos específicos pode ter causado atrasos na colheita e problemas de maturação, especialmente em áreas de maior incidência de precipitações.

Milho segunda safra avança com boas condições climáticas

O BMA também avaliou o início da segunda safra de milho, apontando avanço do plantio nas principais regiões produtoras, à medida que a colheita da soja é concluída. O documento ressalta a importância das condições meteorológicas para garantir o ritmo adequado das operações no campo e preservar o potencial produtivo das áreas cultivadas.

Monitoramento integrado fortalece estimativas da Conab

O relatório reúne informações detalhadas sobre o desempenho das lavouras, as condições agrometeorológicas e os impactos regionais observados ao longo do mês. As análises são baseadas em imagens de satélite e dados de campo, elaboradas em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

Leia Também:  Nespresso transforma sustentabilidade em estratégia de marca e inspira novo modelo de marketing

Esses dados integram o sistema de monitoramento da Conab e servem de base para as estimativas mensais de safra, que orientam o planejamento e a tomada de decisões no setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

Publicados

em

Por

Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Leia Também:  Etanol: Anidro recua e hidratado registra alta na semana de 18 a 22 de setembro, aponta Cepea
Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

Leia Também:  Bolsas europeias recuam à espera de decisão do Federal Reserve sobre juros

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA