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Chuvas impulsionam lavouras da primeira safra em janeiro e garantem boas condições para o milho segunda safra

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Boas chuvas garantem umidade do solo e fortalecem lavouras em todo o país

O mês de janeiro foi marcado por precipitações expressivas em diversas regiões do Brasil, o que favoreceu o desenvolvimento das culturas de primeira safra. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (29), as chuvas contribuíram para manter a umidade do solo em níveis adequados, impulsionando o bom desempenho das lavouras.

O fenômeno foi resultado da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável por intensificar as chuvas e elevar o armazenamento hídrico em várias regiões, criando um ambiente propício ao avanço das principais culturas do país.

Desempenho positivo das lavouras e índices acima da média histórica

De acordo com a análise espectral realizada pela Conab, os índices de vegetação registrados em janeiro ficaram acima da média histórica em boa parte das áreas monitoradas. Esse resultado reflete o crescimento saudável das plantações e o avanço das culturas em etapas decisivas do ciclo produtivo.

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Ainda assim, o boletim destaca que variações no regime de chuvas e atrasos pontuais no plantio impactaram o início do desenvolvimento em algumas regiões. No Nordeste e no Norte, por exemplo, a irregularidade das chuvas no começo do mês deu lugar a uma melhora gradual, permitindo a retomada do plantio e o avanço das lavouras.

Centro-Oeste, Sudeste e Sul mantêm condições favoráveis, com alertas pontuais

Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, as condições climáticas permaneceram, em geral, favoráveis à agricultura. Entretanto, a excessiva concentração de chuvas em alguns pontos específicos pode ter causado atrasos na colheita e problemas de maturação, especialmente em áreas de maior incidência de precipitações.

Milho segunda safra avança com boas condições climáticas

O BMA também avaliou o início da segunda safra de milho, apontando avanço do plantio nas principais regiões produtoras, à medida que a colheita da soja é concluída. O documento ressalta a importância das condições meteorológicas para garantir o ritmo adequado das operações no campo e preservar o potencial produtivo das áreas cultivadas.

Monitoramento integrado fortalece estimativas da Conab

O relatório reúne informações detalhadas sobre o desempenho das lavouras, as condições agrometeorológicas e os impactos regionais observados ao longo do mês. As análises são baseadas em imagens de satélite e dados de campo, elaboradas em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

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Esses dados integram o sistema de monitoramento da Conab e servem de base para as estimativas mensais de safra, que orientam o planejamento e a tomada de decisões no setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Paraná enfrenta desafios climáticos, mas mantém potencial para produção recorde

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O início da colheita do milho safrinha no Paraná tem sido marcado por desafios climáticos e pela necessidade de monitoramento constante das lavouras. Apesar das adversidades registradas ao longo do ciclo, a expectativa segue positiva para a produção estadual, que pode alcançar 17,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral).

O Paraná registra nesta temporada uma área histórica destinada ao milho de segunda safra, com aproximadamente 2,9 milhões de hectares cultivados. De acordo com o boletim mais recente do Deral, cerca de 14 mil hectares já foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total plantada.

Desenvolvimento das primeiras lavouras ficou abaixo do esperado

As áreas semeadas logo na abertura da janela de plantio foram as mais impactadas pelas condições adversas enfrentadas durante o estabelecimento da cultura. Problemas climáticos e a elevada incidência de pragas, especialmente pulgões, afetaram o desenvolvimento inicial das plantas em algumas regiões produtoras.

Segundo especialistas do setor, as primeiras produtividades observadas estão ligeiramente abaixo da média esperada em determinadas áreas. No entanto, até o momento, não há registros de perdas significativas que comprometam o potencial produtivo estadual.

A tendência é de recuperação gradual nas lavouras que ainda se encontram em desenvolvimento, favorecidas pela melhora das condições climáticas observada nas últimas semanas.

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Atualmente, mais de 24% da área cultivada no estado já se encontra em fase final de maturação, enquanto o restante das lavouras segue em etapas de enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo.

Chuvas e possível influência do El Niño preocupam produtores

O principal fator de atenção neste momento é o comportamento do clima durante a reta final da safra. O registro frequente de chuvas em diversas regiões produtoras acendeu o alerta para possíveis impactos na qualidade dos grãos e na operação de colheita.

Além disso, a consolidação do fenômeno El Niño pode reduzir os níveis de luminosidade necessários para o pleno desenvolvimento das lavouras, aumentando os riscos de perdas qualitativas e exigindo maior agilidade dos produtores para aproveitar as janelas de tempo firme.

Diante desse cenário, o acompanhamento técnico das áreas tem sido intensificado, especialmente nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste do Paraná, consideradas os principais polos produtores de milho safrinha do estado.

Tecnologia ajuda a preservar a produtividade

Mesmo diante das oscilações climáticas, especialistas destacam que o elevado nível tecnológico empregado pelos produtores paranaenses tem sido fundamental para preservar o potencial produtivo das lavouras.

O uso de híbridos de alto desempenho, aliado ao manejo fitossanitário adequado e ao acompanhamento técnico constante, tem contribuído para reduzir os impactos provocados por pragas e estresses climáticos.

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Segundo o diretor de Agronomia da divisão de sementes da Syngenta, Fabricio Passini, os investimentos realizados pelos agricultores em genética e manejo já começam a apresentar resultados positivos, mesmo em uma safra marcada por desafios.

De acordo com ele, produtores que adotaram tecnologias mais avançadas conseguiram proteger melhor o potencial produtivo das lavouras e minimizar os efeitos das condições adversas registradas no início do ciclo.

Circuito técnico acompanha situação das lavouras

A evolução da safra também vem sendo acompanhada por equipes técnicas que percorrem as principais regiões agrícolas do país. No Paraná, o roteiro teve início na região de Maringá e seguiu para o Oeste e Sudoeste do estado, reunindo especialistas, franqueados e produtores ligados às marcas NK e Nidera.

Após passar pelo Mato Grosso e pelo Paraná, o circuito técnico continuará nas próximas semanas por importantes estados produtores, incluindo Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com foco na avaliação do desempenho das lavouras e das perspectivas para a colheita.

Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo, o Paraná mantém perspectivas favoráveis para a segunda safra de milho, reforçando sua posição entre os maiores produtores do cereal no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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