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Nespresso transforma sustentabilidade em estratégia de marca e inspira novo modelo de marketing
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Sustentabilidade como pilar central do branding moderno
A sustentabilidade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um pilar essencial na construção de marcas relevantes. Em um cenário em que os consumidores exigem propósito, transparência e impacto positivo, empresas que alinham discurso e prática ganham destaque e fidelidade.
A Nespresso é um dos principais exemplos dessa transformação. A marca incorporou a sustentabilidade em toda a sua cadeia produtiva — do cultivo do café ao pós-consumo — e transformou esse compromisso em estratégia de marketing e valor de marca, redefinindo a forma como o setor comunica propósito e inovação.
Brasil: protagonismo global na estratégia sustentável da Nespresso
O Brasil desempenha papel estratégico na jornada global da Nespresso. O país é líder mundial na produção de café verde e responde por 30% do volume global de café adquirido pela marca, consolidando-se como um dos principais eixos de sustentabilidade e performance da empresa.
A presença brasileira é essencial para fortalecer as práticas regenerativas e impulsionar a narrativa institucional da marca, que integra produtores locais em programas de valorização e incentivo à agricultura sustentável.
Sustentabilidade como storytelling: do campo ao propósito
No centro dessa estratégia está o Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável, desenvolvido em parceria com a Rainforest Alliance. No Brasil, a iniciativa reúne mais de 600 produtores que adotam práticas de agricultura regenerativa, como o uso de bioinsumos, fertilizantes orgânicos e biochar — tecnologia que ajuda a regenerar solos e capturar carbono.
Para a safra 2024/2025, a empresa destinou R$ 5 milhões ao Pacote Agronômico, beneficiando 133 fazendas em transição regenerativa. Apenas no último ciclo, foram aplicadas mais de 100 toneladas de biochar e capturadas 150 toneladas de CO₂.
Além disso, a Nespresso criou o Prêmio Regenerativo Avançado, com R$ 2 milhões em investimentos voltados a reconhecer produtores que mais evoluem em práticas sustentáveis — reforçando a conexão entre propósito, impacto e valorização da cadeia produtiva.
Circularidade e experiência: sustentabilidade até o pós-consumo
A estratégia sustentável da Nespresso vai além do campo, alcançando também o consumo e o pós-consumo. A marca mantém um sistema nacional gratuito de reciclagem, acessível a 100% dos clientes brasileiros, garantindo que todas as cápsulas retornadas sejam recicladas.
O alumínio das cápsulas é reinserido na indústria, enquanto a borra de café é transformada em biometano, combustível renovável que evita a emissão de 857 toneladas de CO₂ por ano — o equivalente a retirar 195 carros a gasolina das ruas.
A partir de novembro, os consumidores poderão devolver cápsulas usadas diretamente ao receber novos pedidos, tornando o processo mais prático e fortalecendo a experiência circular da marca.
Quando sustentabilidade é também marketing
Mais do que uma política ambiental, a sustentabilidade é hoje uma ferramenta estratégica de branding para a Nespresso. A empresa alia prazer, propósito e inovação em campanhas e experiências que reforçam seus atributos de qualidade e responsabilidade.
“A sustentabilidade está no centro da nossa estratégia de negócio e de marca. É uma jornada que começa no campo e se estende por toda a cadeia, unindo impacto positivo, excelência e propósito”, afirma Mariana Marcussi, Diretora de Marketing e Sustentabilidade da Nespresso Brasil.
Com essa visão, a Nespresso mostra que marcas fortes não vendem apenas produtos, mas constroem significados e conexões reais. O futuro do marketing, segundo o exemplo da marca, está em transformar propósito em performance e impacto em valor de marca.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados
Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.
A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.
Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.
As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.
Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.
O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.
Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.
A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.
Serviço
- Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
- Data: 16 de novembro de 2026
- Horário: das 18h às 22h
- Cidade: São Paulo (SP)
Fonte: Pensar Agro
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