AGRONEGÓCIO
FCO Libera R$ 35,5 Milhões para Fortalecer o Agronegócio em Goiás
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Primeira Reunião do Ano Aprova Novos Investimentos para o Setor Rural
O setor agropecuário de Goiás inicia 2026 com boas notícias. A primeira reunião do ano da Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE-GO/FCO) aprovou R$ 35,5 milhões em financiamentos voltados ao agronegócio por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
O encontro — o de número 422, realizado de forma online no dia 29 de janeiro — contou com a participação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e avaliou 23 cartas-consulta na modalidade FCO Rural, todas destinadas a fortalecer a produção agropecuária goiana.
Recursos Atendem Produtores de Diferentes Portes e Setores
De acordo com os dados da reunião, os recursos aprovados beneficiam produtores de vários portes, abrangendo desde pequenos agricultores até médios empreendedores rurais.
Os investimentos contemplam projetos nas áreas de avicultura, bovinocultura de corte e agricultura, com destaque para aplicações em soja, compra de máquinas e implementos agrícolas, correção de solo e instalação de sistemas de irrigação.
Entre as propostas aprovadas, uma foi classificada como miniporte, 14 como pequeno porte, sete como pequeno-médio porte e uma como médio porte — evidenciando o foco do FCO no apoio à agricultura familiar e aos pequenos produtores, sem deixar de atender empreendimentos de maior escala.
FCO: Instrumento Estratégico para o Desenvolvimento do Centro-Oeste
O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) é um dos principais mecanismos de financiamento regional do país. Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, o fundo tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e social dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.
Os recursos do FCO são formados a partir de percentuais do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do retorno de operações de crédito já realizadas. O fundo é operado pelo Banco do Brasil, com gestão compartilhada entre o Governo Federal e os estados beneficiados.
Impacto Econômico e Sustentabilidade no Campo
Segundo a Seapa, a destinação dos R$ 35,5 milhões deve estimular a modernização da produção rural, gerar empregos e fortalecer a sustentabilidade das cadeias produtivas. O financiamento de sistemas de irrigação e correção de solo, por exemplo, contribui diretamente para o uso mais eficiente da água e dos insumos agrícolas, alinhando-se às práticas de agricultura sustentável.
Além disso, os investimentos em tecnologia e mecanização devem impulsionar o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio goiano, consolidando o estado como um dos principais polos agropecuários do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações
O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.
“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.
Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre
Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.
No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.
No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.
Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista
De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.
“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.
O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.
Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.
Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil
No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.
Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.
Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio
Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.
Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.
“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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