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Mercado do milho enfrenta lentidão nas vendas internas, colheita atrasada e pressão internacional com expectativa de supersafra nos EUA

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Mercado interno permanece travado em diversas regiões do Brasil

A semana começou com o mercado de milho praticamente parado no Brasil. Em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, as negociações seguem lentas, com forte desacordo entre pedidos dos produtores e ofertas da indústria.

No Rio Grande do Sul, mesmo com a colheita avançando, a oferta local continua restrita e os produtores priorizam o atendimento a granjas e ao consumo doméstico. Os preços de compra variam entre R$ 65,00 e R$ 68,00/saca em diferentes regiões do estado. Para agosto, as pedidas sobem para até R$ 70,00/saca.

Em Santa Catarina e no Paraná, a situação é semelhante. Os produtores pedem entre R$ 80,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias não ultrapassam os R$ 75,00, gerando um impasse que impede novos contratos. A diferença entre oferta e demanda já faz com que muitos agricultores comecem a reduzir investimentos para a próxima safra.

No Mato Grosso do Sul, o mercado segue com baixa liquidez, mesmo após pequenos ajustes positivos nos preços. As cotações variam entre R$ 44,38 e R$ 50,17/saca, mas ainda não há volume expressivo de negócios. A cautela de produtores e compradores reflete o cenário de incertezas.

Futuros do milho oscilam na B3, pressionados por Chicago e dólar

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho encerraram a segunda-feira (4) e abriram a terça-feira (5) em campo misto, refletindo o equilíbrio entre a expectativa de boa produtividade e o atraso da colheita brasileira.

Fechamento de segunda-feira (4):

  • Setembro/25: R$ 66,58 (-R$ 0,47 no dia, +R$ 1,53 na semana)
  • Novembro/25: R$ 69,41 (+R$ 0,17 no dia)
  • Janeiro/26: R$ 72,80 (+R$ 0,10 no dia)
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Cotações na manhã de terça-feira (5), às 10h14:

  • Setembro/25: R$ 66,70 (+0,15%)
  • Novembro/25: R$ 69,24 (-0,20%)
  • Janeiro/26: R$ 72,50 (-0,34%)
  • Março/26: R$ 75,35 (-0,20%)

De acordo com a TF Agroeconômica, os preços seguem pressionados por Chicago e pela volatilidade do dólar. Ainda assim, a resistência à queda no interior persiste, devido aos prêmios elevados nos portos.

Chicago renova mínimas com clima favorável à safra dos EUA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de milho abriram a terça-feira com queda, estendendo uma tendência de baixa que já dura quatro meses. As cotações caem com a previsão de uma colheita recorde nos Estados Unidos, apoiada por um clima favorável no Meio-Oeste.

Cotações na manhã de terça-feira (5), às 10h02 (horário de Brasília):

  • Setembro/25: US$ 3,85/bushel (-1,25 ponto)
  • Dezembro/25: US$ 4,05 (-1,50 ponto)
  • Março/26: US$ 4,23 (-1,50 ponto)
  • Maio/26: US$ 4,34 (-1,25 ponto)

Fechamento de segunda-feira (4):

  • Setembro: US$ 3,87/bushel (-0,64%)
  • Dezembro: US$ 4,07/bushel (-0,91%)

Segundo o site Farm Futures, os vendedores continuam pressionando o mercado, impulsionados pelo alívio das chuvas de julho e pela manutenção de temperaturas dentro de níveis adequados. As previsões também indicam chuvas acima da média para os próximos dias, o que mantém o otimismo em relação à safra.

Don Roose, presidente da U.S. Commodities, afirmou à Reuters que o clima permanece positivo nos EUA, e que o milho brasileiro, mesmo chegando ao mercado externo, enfrenta a concorrência da produção americana. Já Massab Qayum, da Advance Trading, destacou que 72% das lavouras americanas estão classificadas como boas ou excelentes, índice raramente visto e que pode levar a uma produção superior a 400 milhões de toneladas.

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Exportações decepcionam e Cepea aponta recuo nos preços

O mercado doméstico de milho também enfrenta dificuldades com as exportações abaixo do esperado. Segundo dados da Secex e da Conab, entre fevereiro e a quarta semana de julho, o Brasil embarcou apenas 4,3 milhões de toneladas de milho — bem abaixo dos 7 milhões exportados no mesmo período de 2024 e distante da meta de 34 milhões até janeiro de 2026.

De acordo com o Cepea, após uma leve recuperação, as cotações voltaram a cair na última semana, refletindo a ausência de compradores no mercado físico. Muitos aguardam novas desvalorizações com o avanço da colheita da segunda safra, que ainda enfrenta atrasos em diversas regiões.

O mercado do milho segue pressionado por fatores internos e externos: no Brasil, a lentidão nas vendas e os atrasos na colheita travam os negócios, enquanto nos EUA o clima favorável aumenta a expectativa de uma supersafra. Ao mesmo tempo, a queda das exportações brasileiras e o desempenho das bolsas mantêm o setor em alerta. A tendência para os próximos dias dependerá da evolução climática nas lavouras norte-americanas e da retomada do ritmo da colheita no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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