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Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja 2026 estreia novo formato e consolida evolução técnica da sojicultura brasileira

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O 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo CESB, será realizado nos dias 07 e 08 de julho de 2026, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP), marcando uma nova fase do evento com foco ampliado em conteúdo técnico, análise de dados e discussões estratégicas sobre a produção de soja no Brasil.

Com o novo formato, o encontro passa a ir além da tradicional divulgação dos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade, incorporando painéis técnicos, mesas-redondas e debates aprofundados baseados em mais de 900 áreas auditadas em todo o país.

Novo formato prioriza dados, manejo e tomada de decisão no campo

Segundo o presidente do CESB, Daniel Glat, o objetivo é tornar o Fórum mais moderno e dinâmico, ampliando a difusão de informações técnicas aplicáveis ao aumento de produtividade na sojicultura brasileira.

A programação inclui debates sobre implantação da cultura, qualidade de plantio, agricultura digital e de precisão, sanidade da soja em sistemas de alta produtividade e manejo nutricional, além de discussões sobre genética, fisiologia e soluções tecnológicas aplicadas ao campo.

A proposta é conectar conhecimento científico e prática agrícola, contribuindo para decisões mais eficientes nas propriedades rurais.

CESB reforça papel de plataforma de conhecimento e inovação

O diretor executivo do CESB, Luiz Silva, destaca que os temas do evento refletem os principais fatores que influenciam o desempenho produtivo da soja no Brasil, como construção de perfil de solo, escolha de cultivares de alto vigor e manejo preventivo de pragas, doenças e plantas daninhas.

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Já o vice-presidente do CESB, Sérgio Abud, afirma que o novo formato fortalece o papel do Fórum como espaço de geração e transferência de conhecimento técnico, indo além da premiação dos campeões e aprofundando a análise dos fatores que sustentam altas produtividades.

Segundo ele, o objetivo é garantir que produtores, consultores, pesquisadores e empresas tenham acesso a dados estruturados e aplicáveis à realidade do campo.

Desafio CESB registra crescimento e amplia alcance nacional

O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que integra o Fórum, apresentou crescimento expressivo na safra 2025/26.

Foram registradas 5.300 inscrições, contra 4.726 na safra anterior, o que representa alta de aproximadamente 12%. O programa envolveu produtores de 1.061 municípios e 18 estados, com predominância de áreas de sequeiro, que representaram 86% das inscrições.

Ao todo, o Desafio abrangeu cerca de 4,8 milhões de hectares de soja, equivalentes a aproximadamente 10% da área cultivada no Brasil.

Auditorias crescem e reforçam credibilidade do programa

O número de auditorias também avançou, passando de 812 para 922 áreas verificadas, um crescimento de 13,5%. Segundo o CESB, o aumento demonstra a consolidação do programa como referência nacional em validação técnica de produtividade na sojicultura.

De acordo com o coordenador técnico e de pesquisa do CESB, João Vitor Ganem, o crescimento reforça o interesse dos produtores em validar resultados com rigor metodológico e reconhecimento institucional.

Expansão regional amplia participação no Centro-Oeste e Sudeste

Historicamente, a Região Sul lidera o número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para Paraná e Rio Grande do Sul, reflexo do alto nível tecnológico e da cultura de eficiência produtiva.

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Nas últimas safras, porém, houve crescimento significativo da participação de outras regiões. O Mato Grosso passou a ocupar posição de destaque em número de inscrições, enquanto São Paulo ganhou relevância no volume de auditorias realizadas.

O movimento reforça a expansão da sojicultura de alta performance em diferentes regiões do país e a disseminação de tecnologias de produção.

Produtividade recorde marca evolução da soja no Brasil

Um dos destaques do programa é a evolução contínua dos resultados. Na última edição, todos os dez melhores produtores superaram a marca de 120 sacas por hectare, patamar considerado excepcional no setor.

Segundo o CESB, os resultados refletem o avanço tecnológico da cadeia produtiva e a adoção crescente de práticas de manejo de alta precisão.

Fórum CESB se consolida como referência da sojicultura de alta performance

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja se consolida como um dos principais eventos técnicos da agricultura brasileira, reunindo dados auditados, experiências reais e discussões estratégicas sobre o futuro da produção de soja.

A organização reforça que todas as informações do Desafio são tratadas com sigilo e confidencialidade, em conformidade com a legislação de proteção de dados.

Ao final do processo, os participantes recebem relatórios técnicos completos das áreas auditadas, incluindo georreferenciamento, manejo detalhado, registros fotográficos e classificação regional e nacional no ranking de produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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