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Dólar recua e mercado acompanha petróleo e decisões de juros; Ibovespa inicia sessão sob cautela

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (16) em compasso de espera, com investidores atentos às movimentações do petróleo no mercado internacional e às decisões de política monetária que serão anunciadas nos próximos dias por importantes bancos centrais, especialmente o banco central dos Estados Unidos. Nesse cenário, o dólar comercial opera em queda frente ao real, enquanto a Bolsa brasileira busca direção após encerrar o pregão anterior no vermelho.

Por volta das primeiras negociações do dia, o dólar registrava recuo de 0,26%, sendo negociado próximo de R$ 5,05. Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou em leve alta de 0,09%, cotada a R$ 5,0666.

Petróleo influencia humor dos mercados globais

O principal fator que movimenta os mercados nesta terça-feira é a forte queda dos preços internacionais do petróleo. O barril do Brent voltou a recuar após os avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã, reduzindo preocupações com o abastecimento global de energia e contribuindo para um ambiente de menor aversão ao risco.

A desvalorização da commodity impacta diretamente empresas do setor energético e influencia moedas de países exportadores de petróleo, além de alterar expectativas para inflação e juros em diversas economias.

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Ibovespa vem de queda pressionado pela Petrobras

Na segunda-feira (15), o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanharam a forte retração dos preços do petróleo no mercado internacional.

O desempenho negativo interrompeu parte do movimento de recuperação observado na semana anterior, quando o índice havia conseguido encerrar uma sequência de perdas e voltar a acumular ganhos no ano.

Mercado aguarda decisões sobre juros

Além do petróleo, os investidores acompanham a chamada “superquarta” dos bancos centrais. As expectativas giram em torno dos comunicados das autoridades monetárias dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos, que podem sinalizar os próximos passos da política de juros global.

Taxas de juros mais elevadas por mais tempo costumam fortalecer o dólar globalmente e impactar o fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Desempenho dos indicadores
  • Dólar
    • Cotação na manhã desta terça-feira: aproximadamente R$ 5,05
    • Acumulado da semana: +0,09%
    • Acumulado de junho: +0,48%
    • Acumulado de 2026: -7,69%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 170.415 pontos
    • Acumulado da semana: -0,42%
    • Acumulado de junho: -1,82%
    • Acumulado de 2026: +5,89%
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Cenário para o agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a movimentação do dólar continua sendo um dos principais indicadores a serem monitorados. Uma moeda americana mais fraca tende a reduzir a competitividade das exportações em alguns segmentos, mas também ajuda a aliviar custos de produção atrelados a insumos importados, como fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas.

Ao mesmo tempo, o comportamento do petróleo segue no radar do setor, já que influencia diretamente os preços dos combustíveis, da logística e dos fertilizantes, fatores estratégicos para a rentabilidade das cadeias produtivas do campo.

Com os mercados globais atentos às decisões de juros e aos desdobramentos geopolíticos, a volatilidade deve continuar marcando os negócios ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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