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Soja oscila no mercado global após forte alta e mantém volatilidade com fatores climáticos, demanda e macroeconomia no radar

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O mercado global da soja registra volatilidade após uma forte alta recente nas cotações internacionais. Embora os fundamentos de demanda tenham sustentado os preços nos últimos dias, movimentos técnicos e o cenário macroeconômico voltaram a pressionar os contratos nesta quinta-feira (16), refletindo um ambiente ainda incerto para produtores e investidores.

Alta recente foi sustentada por demanda e restrições logísticas

Após um período de quedas, os preços da soja na Bolsa de Chicago voltaram a subir, impulsionados principalmente por fundamentos consistentes de demanda.

O destaque foi o forte ritmo de esmagamento nos Estados Unidos, que atingiu recorde para o mês de março, reforçando o consumo interno. O mercado de óleo de soja também contribuiu para a valorização, diante de estoques abaixo do esperado e da demanda aquecida para a produção de biodiesel.

  • No cenário internacional, outros fatores reforçaram a sustentação dos preços:
  • Sinalização de reaproximação comercial entre Estados Unidos e China;
  • Normalização de rotas logísticas estratégicas;
  • Greve de caminhoneiros na Argentina, que limitou a oferta de farelo no mercado global.
Brasil apresenta cenário heterogêneo na safra

No Brasil, o mercado segue marcado por contrastes regionais, influenciados por produtividade, custos e dinâmica local.

No Rio Grande do Sul, o cenário é mais desafiador:

  • Colheita atrasada;
  • Impactos relevantes da estiagem;
  • Aumento dos custos com diesel;
  • Problemas fitossanitários, pressionando margens.
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Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria de proteína animal sustenta os preços, mesmo com a pressão típica da safra.

No Paraná, a colheita praticamente concluída confirma bom desempenho produtivo, embora haja tendência de pressão sobre as cotações.

Centro-Oeste combina alta produtividade com desafios logísticos

No Centro-Oeste, os resultados produtivos são positivos, mas acompanhados de entraves logísticos.

Em Mato Grosso do Sul, a elevada produtividade se soma ao avanço da industrialização, com destaque para a expansão do setor de biodiesel, fortalecendo a demanda.

Já em Mato Grosso, o mercado enfrenta:

  • Pressão nos preços devido à oferta recorde;
  • Limitações de armazenagem;
  • Necessidade de alternativas para estocagem da produção.
Realização de lucros pressiona contratos em Chicago

Nesta quinta-feira (16), os contratos futuros da soja operam em queda na Bolsa de Chicago, refletindo um movimento técnico de realização de lucros após as altas recentes.

  • Por volta das 7h20 (horário de Brasília):
  • Contrato maio: US$ 11,63 por bushel;
  • Contrato julho: US$ 11,80 por bushel;
  • Quedas entre 2,25 e 3,25 pontos.

O farelo de soja também recua, acompanhando a correção técnica, enquanto o óleo de soja apresenta alta, ajudando a limitar perdas do grão.

Alta do petróleo influencia mercado de derivados

O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional impacta diretamente o complexo soja, especialmente o óleo.

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Sem definição de acordo entre Estados Unidos e Irã, as cotações do Brent e do WTI registram ganhos superiores a 1,5%. Esse movimento fortalece o óleo de soja, devido à sua relação com o mercado de biocombustíveis.

A valorização do trigo também contribui de forma indireta para sustentar os preços da soja.

Cenário macroeconômico mantém mercado atento

O ambiente macroeconômico global segue como fator determinante para a formação dos preços das commodities.

Entre os principais pontos monitorados pelo mercado estão:

  • Tensões geopolíticas no Oriente Médio;
  • Expectativas para o plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos;
  • Condições climáticas nas principais regiões produtoras;
  • Possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim no próximo mês.
Perspectivas indicam mercado dependente de novos fundamentos

Com a devolução parcial dos ganhos recentes, o mercado da soja inicia o dia em baixa, mas ainda sustentado por fundamentos relevantes.

No curto prazo, a tendência deve continuar sendo definida por uma combinação de fatores:

  • Evolução da demanda global;
  • Condições climáticas;
  • Logística de escoamento;
  • Cenário macroeconômico internacional.

Diante desse contexto, produtores e agentes do mercado mantêm postura cautelosa, acompanhando atentamente os desdobramentos que podem direcionar os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño eleva risco climático na Bacia do Paraná e acende alerta para produtores rurais e seguro agrícola

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A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026 aumenta o nível de incerteza climática para produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Paraná, uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro. O cenário acende alerta para riscos de seca, excesso de chuvas e impactos diretos na produtividade agrícola e no mercado de seguro rural.

Um estudo desenvolvido pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), analisou a relação entre fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos extremos, além dos efeitos sobre indicadores de sinistralidade do seguro rural.

A área estudada envolve estados estratégicos como São Paulo e Paraná, que concentram parte relevante da produção nacional de grãos, especialmente soja, milho e outras culturas essenciais para o agronegócio.

NOAA aponta alta probabilidade de formação do El Niño em 2026

De acordo com projeção da NOAA divulgada em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de avanço para 96% até dezembro de 2026.

O cenário indica um curto período de neutralidade climática, seguido por transição para o fenômeno ao longo de 2026, com possibilidade de manutenção até o fim do ano.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica e influenciando regimes de chuva em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.

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Agricultura e seguro rural são diretamente impactados por variações climáticas

Segundo o estudo, as variações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña afetam diretamente a disponibilidade hídrica, a produtividade agrícola e o nível de perdas no seguro rural.

A proposta do IRB(P&D) é integrar indicadores climáticos globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade do seguro agrícola, permitindo uma leitura mais ampla dos riscos.

“O objetivo é conectar sinais climáticos de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).

A metodologia também pode auxiliar na melhoria de estratégias de subscrição, monitoramento de carteiras e gestão de riscos no setor de seguros rurais.

Bacia do Paraná concentra forte relevância econômica e agrícola

A Bacia Hidrográfica do Paraná reúne áreas de alta relevância para o agronegócio brasileiro, com forte presença de produção agrícola e importância econômica e energética.

Somente nos estados de São Paulo e Paraná, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 1,3 trilhão em 2023, com grande parte desse resultado oriunda de municípios inseridos na bacia.

Como a atividade agrícola da região depende fortemente da regularidade das chuvas, períodos de déficit hídrico durante fases críticas das culturas podem resultar em perdas de produtividade e impactos econômicos significativos.

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Impactos do El Niño variam entre regiões do Brasil

O estudo aponta que os efeitos do El Niño não são uniformes no território nacional e variam conforme a região.

No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a aumentar o risco de redução de chuvas, estiagens prolongadas e estresse hídrico nas lavouras. Já no Sul do Brasil, o padrão mais comum está associado ao aumento de precipitações e maior probabilidade de eventos extremos, incluindo cheias.

Apesar disso, o IRB(P&D) reforça que a relação entre El Niño e impactos climáticos não é linear e deve ser analisada com base em recortes regionais.

“O sinal existe, é monitorável e deve ser considerado na avaliação de risco, mas não determina sozinho o que ocorrerá em cada região ou atividade produtiva”, destaca Reinaldo Marques.

Monitoramento climático é chave para reduzir riscos no campo

Diante do aumento da probabilidade do fenômeno, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático contínuo e da adoção de estratégias de gestão de risco no agronegócio.

Embora o El Niño possa indicar tendências, sua intensidade e efeitos variam significativamente, exigindo cautela nas interpretações e planejamento regionalizado por parte de produtores, seguradoras e agentes do setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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