AGRONEGÓCIO
Parceria entre Governo de Minas e Harsco completa dois anos e beneficia mais de 2 mil agricultores familiares
AGRONEGÓCIO
Dois anos de impactos positivos na agricultura familiar de Minas Gerais
A parceria entre o Governo de Minas e a Harsco Environmental completa dois anos neste mês, marcando avanços significativos para a agricultura familiar no estado. Desde fevereiro de 2024, a iniciativa já resultou na doação de 18,4 mil toneladas do fertilizante e corretivo de solo agroSilício, beneficiando mais de 2 mil produtores em 201 municípios mineiros. Para 2026, estão previstas mais 10 mil toneladas do insumo.
AgroSilício: produtividade e sustentabilidade em foco
O programa tem como objetivo aumentar a competitividade dos pequenos produtores rurais, oferecendo um fertilizante de alta eficiência, produzido sob princípios de economia circular. O agroSilício reduz em até 95% a emissão de CO₂ em comparação a fertilizantes convencionais, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
Além de melhorar a qualidade do solo, o produto otimiza o aproveitamento de nutrientes, podendo elevar a produtividade de culturas como milho, frutas e hortaliças de duas a três vezes na mesma área de aplicação, reduzindo custos operacionais e acelerando o manejo agrícola.
Distribuição estratégica e assistência técnica
A doação do agroSilício é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, em parceria com as prefeituras municipais. A Emater-MG oferece suporte técnico completo, desde a análise do solo até a orientação sobre a aplicação do fertilizante.
Segundo João Ricardo Albanez, Secretário de Estado Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a iniciativa tem gerado resultados visíveis:
“Produtores que antes não realizavam análises de solo passaram a entender a importância de avaliar a fertilidade da terra. Isso é um ganho complementar essencial, que contribui diretamente para o aumento da produtividade.”
Harsco Environmental: inovação industrial a serviço do campo
Para Wender Alves, CEO da Harsco Environmental na América Latina, o alcance da parceria reforça seu impacto social e ambiental:
“Alcançar esse volume de doações em apenas dois anos demonstra a força de uma parceria construída com foco em resultados reais. Estamos falando de produtividade, geração de renda e uso responsável dos recursos naturais. É um projeto que une inovação industrial e desenvolvimento rural de forma concreta.”
Produzido a partir do reaproveitamento de subprodutos da indústria do aço, o agroSilício é um exemplo de economia circular, transformando resíduos industriais em insumo agrícola de alto valor agregado.
Sobre a Harsco Environmental
Fundada em 1856, com sede na Filadélfia (EUA), a Harsco Environmental é referência em soluções ambientais e economia circular para a indústria siderúrgica. Com operações em 30 países e cerca de 8.500 colaboradores, a companhia possui 14 unidades no Brasil, onde processa 2,75 milhões de toneladas de resíduos por ano. Em Minas Gerais, a Harsco emprega 772 pessoas, contribuindo diretamente para o desenvolvimento local.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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