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Minas transforma agroindústrias com projetos arquitetônicos e turismo rural

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Crescimento de agroindústrias em Minas

O número de agroindústrias em Minas Gerais tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos. Para apoiar esse desenvolvimento, a Emater-MG, empresa vinculada ao Governo de Minas, atua na regularização e adequação desses empreendimentos, garantindo que estejam de acordo com a legislação vigente. Um dos focos da atuação é a infraestrutura, buscando não apenas funcionalidade, mas também experiências atrativas para o público.

Em 2025, a Emater-MG elaborou 99 projetos arquitetônicos para agroindústrias, sendo que metade deles foi desenvolvida com o objetivo de proporcionar ao visitante a possibilidade de acompanhar de perto o processo de produção, fortalecendo o turismo rural no estado.

Arquitetura e experiência do visitante

O arquiteto da Emater-MG, Flávio Lima, explica que o Núcleo de Arquitetura atende diversos tipos de agroindústrias, como queijarias artesanais, vinícolas, alambiques de cachaça e pequenas fábricas de doces e quitandas. Segundo ele, a demanda por empreendimentos que recebam visitantes do turismo rural, gastronômico e de experiência tem aumentado significativamente.

“Ficou comum criarmos projetos com uma área externa que funcione como receptivo turístico. Geralmente, são varandas com janelas fixas que permitem ao visitante acompanhar o fluxo de produção. Esses espaços têm acabamentos e itens de decoração que remetem à cultura local. Durante a visita, o produtor explica o processo, oferece degustações, e a maioria dos visitantes acaba comprando os produtos”, detalha Lima.

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A equipe do núcleo inclui ainda as arquitetas Larissa Leite e Ana Carolina Pierini, que colaboram na criação de projetos que unem estética e funcionalidade.

Habilitação sanitária e legalização

A Emater-MG desenvolve os projetos de implantação de agroindústrias de alimentos por meio de uma equipe multidisciplinar. Ela inclui o extensionista local, a coordenação regional de Bem-Estar Social e especialistas do Núcleo de Agroindústria de Alimentos ou da equipe de Queijos Artesanais, dependendo do tipo de empreendimento. Toda a operação é realizada em conjunto com o Núcleo de Arquitetura.

Segundo Marciana de Souza Lima, assessora técnica de Agroindústria da Emater-MG:

“A equipe acompanha o produtor em todas as etapas, desde a elaboração do projeto arquitetônico e memoriais descritivos até a legalização do empreendimento, incluindo orientações sobre rotulagem e boas práticas de fabricação, conforme a legislação vigente.”

A habilitação sanitária, essencial para a operação legal da agroindústria, só é concedida após o atendimento completo das exigências legais e inspeção sanitária. Produtores interessados em iniciar um projeto com apoio da Emater-MG devem procurar o escritório local da empresa.

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Casos de sucesso: turismo e valorização do produto

Um exemplo recente é o do produtor Mauro Ravache Marialva, de Madre de Deus de Minas, no Campos das Vertentes. Sua nova queijaria, com previsão de conclusão em abril, foi projetada pela Emater-MG com inspiração em uma estação de trem, temática presente no turismo local.

“A queijaria é um atrativo na fazenda, então fizemos um espaço bonito e interessante para os visitantes. Além de atender às normas sanitárias, o projeto trouxe mais beleza à propriedade, agregando valor ao negócio”, destaca Marialva.

O caso evidencia como o investimento em arquitetura e experiência turística pode impulsionar não apenas a visibilidade das agroindústrias, mas também sua rentabilidade e conexão com a cultura local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS

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A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.

Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.

Produção animal exige operação contínua

A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.

Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.

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Possível impacto nos preços ao consumidor

De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.

O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.

A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.

Mercado de trabalho também está no centro do debate

Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.

Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.

O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.

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Competitividade internacional preocupa setor produtivo

A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.

Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.

Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Debate sobre jornada segue em pauta

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.

No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.

Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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