AGRONEGÓCIO
Exportações de café não torrado crescem mais de 20% na primeira semana de fevereiro/26
AGRONEGÓCIO
Café não torrado registra crescimento expressivo nas exportações
As exportações de café não torrado registraram avanço significativo durante a primeira semana de fevereiro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (9).
O faturamento total nos cinco primeiros dias úteis do mês foi de US$ 331,505 milhões, em comparação com US$ 1,032 bilhão registrados em 20 dias de fevereiro de 2025. Em termos diários, o ganho foi de 28,4%, totalizando US$ 66,301 milhões por dia, frente a US$ 51,646 milhões da média diária do mesmo mês no ano passado.
Volume embarcado e média diária aumentam
O volume exportado também registrou crescimento. A média diária de café não torrado embarcada na primeira semana de fevereiro/26 foi de 9,108 mil toneladas, alta de 5,8% em relação à média de 8,605 mil toneladas registrada durante todo o mês de fevereiro de 2025.
No acumulado dos cinco dias úteis, o total embarcado foi de 45,540 mil toneladas, comparado a 172,110 mil toneladas ao longo de 20 dias do mesmo mês em 2025.
Preços do café não torrado sobem mais de 20%
O preço médio do café não torrado negociado nos cinco primeiros dias de fevereiro/26 atingiu US$ 7.279,30, representando alta de 21,3% em relação ao preço médio de US$ 6.001,50 registrado durante todo o mês de fevereiro de 2025.
Café torrado, extratos e concentrados: faturamento diário cresce, preço apresenta leve queda
No caso do café torrado, extratos, essências e concentrados, o faturamento total até a primeira semana de fevereiro/26 foi de US$ 24,825 milhões, enquanto em fevereiro de 2025 o valor acumulado foi de US$ 86,974 milhões.
A média diária nos cinco primeiros dias úteis atingiu US$ 4,965 milhões, aumento de 14,2% em comparação à média diária de US$ 4,348 milhões registrada em fevereiro do ano passado.
O volume embarcado também cresceu, com 406 toneladas nos cinco primeiros dias úteis de fevereiro/26, frente a 351 toneladas no mês inteiro de fevereiro/25. O total embarcado no período foi de 2,032 toneladas, contra 7,024 toneladas no mesmo mês do ano anterior.
Por outro lado, o preço médio do café torrado apresentou leve queda, sendo negociado a R$ 12.213,60, uma redução de 1,4% frente aos R$ 12.381,40 registrados em fevereiro de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Tarifas comerciais, acordos globais e geopolítica redesenham cenário do agronegócio mundial, aponta Rabobank
O agronegócio global atravessa um período de profundas transformações impulsionadas por tensões geopolíticas, disputas comerciais e mudanças nas relações entre as principais economias do mundo. A avaliação faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que analisa os impactos das tarifas, acordos comerciais e dos movimentos macroeconômicos sobre os mercados agrícolas internacionais.
Segundo o banco, o ambiente global segue marcado por elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada de produtores, exportadores e agentes da cadeia agroindustrial. Conflitos geopolíticos, mudanças tarifárias e negociações comerciais continuam influenciando diretamente os preços das commodities, os custos logísticos e a competitividade dos países exportadores.
Geopolítica segue influenciando preços agrícolas
De acordo com o Rabobank, a primeira metade de 2026 foi fortemente impactada por eventos geopolíticos que alteraram o comportamento dos mercados globais.
No complexo soja, por exemplo, a expectativa de exportações norte-americanas para a China e os conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã contribuíram para elevar os preços internacionais do petróleo e dos óleos vegetais, influenciando diretamente as cotações da oleaginosa nos mercados internacionais.
O banco destaca que os movimentos geopolíticos passaram a exercer influência significativa sobre as commodities agrícolas, muitas vezes superando temporariamente os fundamentos tradicionais de oferta e demanda.
Comércio internacional passa por reconfiguração
O relatório aponta que as disputas comerciais e os mecanismos de proteção adotados por diferentes países continuam promovendo mudanças nos fluxos globais de comércio.
Na carne bovina, por exemplo, o preenchimento das cotas de exportação destinadas à China poderá reduzir significativamente os embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, apesar da manutenção de uma demanda robusta por parte dos Estados Unidos.
O Rabobank ressalta que a elevada concentração das exportações brasileiras em poucos mercados aumenta a vulnerabilidade do setor a alterações regulatórias, tarifárias ou sanitárias.
Além disso, medidas relacionadas ao uso de antimicrobianos em sistemas produtivos e exigências sanitárias internacionais também passaram a integrar o conjunto de fatores que influenciam o comércio global de proteínas animais.
Competitividade brasileira enfrenta desafios cambiais e logísticos
Embora o Brasil mantenha posição de destaque como fornecedor global de alimentos, o relatório alerta para fatores que podem limitar a competitividade de algumas cadeias produtivas.
No mercado de milho, a valorização do real frente ao dólar, somada à forte concorrência de exportadores como Estados Unidos e Argentina, tende a reduzir o ritmo dos embarques brasileiros ao longo de 2026.
Outro ponto de atenção é o aumento dos custos logísticos. Segundo o banco, a elevação dos fretes rodoviários observada no primeiro semestre do ano pode pressionar a rentabilidade dos produtores e impactar a comercialização de diversas commodities agrícolas.
El Niño entra no radar dos mercados globais
Além das questões comerciais, o Rabobank destaca a crescente preocupação com os possíveis efeitos climáticos do fenômeno El Niño.
O evento climático pode influenciar a produção agrícola em importantes regiões produtoras da América do Sul, afetando culturas como soja, milho, laranja e até mesmo atividades pecuárias.
A combinação entre riscos climáticos e incertezas geopolíticas aumenta a volatilidade dos mercados e reforça a necessidade de estratégias de gestão de risco por parte dos produtores.
Brasil mantém protagonismo em diversas cadeias do agro
Apesar dos desafios, o relatório destaca o forte desempenho do agronegócio brasileiro em diversos segmentos.
Na soja, o país caminha para uma safra recorde estimada em 182 milhões de toneladas, sustentada por condições climáticas favoráveis e crescimento da demanda global.
No algodão, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores mundiais, impulsionado por elevados volumes de produção e embarques recordes.
Já no mercado de carne bovina, as exportações seguem renovando recordes de receita e volume, mesmo diante das incertezas relacionadas às cotas internacionais e às exigências sanitárias dos principais compradores.
Cenário exige planejamento e adaptação
Para o Rabobank, o ambiente global continuará exigindo elevado grau de adaptação das cadeias produtivas.
A combinação de tarifas, acordos comerciais, disputas geopolíticas, custos logísticos, câmbio e eventos climáticos deve permanecer no centro das decisões estratégicas do agronegócio nos próximos meses.
Nesse contexto, produtores, cooperativas, tradings e indústrias precisarão acompanhar de perto as transformações do mercado internacional para preservar competitividade e aproveitar oportunidades em um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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