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Exportações de milho do Brasil iniciam 2026 em alta, com Irã na liderança e alerta para tensões geopolíticas

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Exportações de milho começam o ano com desempenho superior à média

O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de milho. Em janeiro, o país embarcou 4,25 milhões de toneladas, volume 7,86% acima da média das últimas cinco safras e 18,17% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

As informações constam no relatório semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontou o Irã como principal destino do cereal no mês, com 1,23 milhão de toneladas importadas, representando 28,94% do total exportado.

Mato Grosso lidera embarques e tem Vietnã como principal destino

O estado de Mato Grosso manteve sua liderança nas exportações nacionais, sendo responsável por 67,56% dos embarques brasileiros. No primeiro mês do ano, o estado exportou 2,53 milhões de toneladas, volume 46,02% maior que em janeiro de 2025 e 8,39% acima da média das últimas cinco safras.

O Vietnã foi o principal comprador do milho mato-grossense, reforçando a crescente demanda dos países asiáticos.

“Esse desempenho reforça a demanda aquecida de importantes mercados da Ásia, cenário que sustenta o ritmo dos embarques e tende a favorecer o escoamento da safra ao longo dos próximos meses”, destacou o Imea.

Desempenho de 2025 registrou crescimento nas exportações

Em 2025, o Brasil exportou 40,98 milhões de toneladas de milho, o que representa um aumento de 3% em relação ao ano anterior. O Irã se manteve como o principal destino, com 9,08 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 109% frente a 2024.

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O Egito também ampliou suas compras, enquanto a China caiu para a quinta posição entre os principais importadores, conforme dados da consultoria Hedgepoint.

Perspectivas para 2026 apontam novo avanço nas exportações

As projeções da Hedgepoint indicam que o Brasil deve registrar exportações próximas de 44 milhões de toneladas de milho em 2026. Apesar do otimismo, analistas alertam para o impacto de fatores externos.

“O principal ponto de atenção é o contexto geopolítico envolvendo o Irã, mas a demanda chinesa pode favorecer novamente a América do Sul”, informou a consultoria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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