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Açúcar amplia quedas nas bolsas internacionais e mercado brasileiro sente impacto
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Os preços do açúcar recuaram novamente nesta quinta-feira (12), estendendo as perdas observadas nas últimas sessões nas bolsas internacionais e no mercado doméstico. Após uma breve alta registrada no início da semana, o movimento de queda foi retomado, refletindo a pressão de um cenário global de oferta mais elevada e a fraqueza das cotações internas no Brasil.
Açúcar bruto tem nova baixa em Nova York
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros de açúcar bruto encerraram o pregão em baixa. O vencimento março/26 caiu 0,09 centavo, sendo negociado a 13,75 centavos de dólar por libra-peso.
O contrato maio/26 registrou queda de 0,04 centavo, para 13,48 cents/lbp, enquanto o julho/26 também recuou 0,04 centavo, fechando no mesmo valor. Já o contrato outubro/26 apresentou perda de 0,03 centavo, cotado a 13,84 cents/lbp.
A sequência de quedas reflete a percepção de um mercado bem abastecido e a menor demanda momentânea por parte de compradores internacionais.
Açúcar branco cai com força na bolsa de Londres
O movimento negativo também foi registrado na Bolsa de Londres (ICE Europe), onde o açúcar branco teve uma desvalorização mais intensa. O contrato março/26 recuou US$ 11,10, encerrando a US$ 376,10 por tonelada.
Os demais contratos também seguiram em baixa: maio/26 caiu US$ 4,10, para US$ 400,90 por tonelada; agosto/26 teve queda de US$ 3,20, sendo negociado a US$ 395,10; e outubro/26 fechou o dia a US$ 393,70 por tonelada, redução de US$ 2,90.
O cenário reforça a tendência de fraqueza global nas cotações, com o mercado reagindo à expectativa de uma produção mais volumosa nas principais origens exportadoras.
Mercado físico brasileiro acompanha tendência de queda
No Brasil, os preços também seguiram em baixa. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 98,53 nesta quinta-feira (12), representando queda diária de 1,14%.
No acumulado de fevereiro, a desvalorização já chega a 6,06%, refletindo o enfraquecimento da demanda no mercado interno e a pressão sobre as usinas, especialmente no estado de São Paulo, principal polo de referência para as cotações do produto.
Expectativas de superávit global e clima favorável aumentam pressão
O mercado internacional segue atento às projeções de superávit global de açúcar, estimado em aproximadamente 11 milhões de toneladas, conforme relatórios recentes do USDA.
Além disso, a revisão positiva da safra chinesa e o cenário climático favorável em países produtores aumentam as perspectivas de oferta elevada, o que reforça o movimento de baixa nas cotações.
Diante disso, o etanol tem se mostrado mais competitivo em algumas regiões, podendo influenciar as decisões de mix produtivo das usinas entre açúcar e biocombustível.
Etanol hidratado também registra queda e acumula perdas no mês
O mercado de etanol hidratado voltou a recuar após leve alta no pregão anterior. De acordo com o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.119,00 por metro cúbico nesta quinta-feira (12), representando queda de 0,40% em relação à sessão anterior.
Com esse resultado, o acumulado de fevereiro aponta retração de 1,22%, confirmando a tendência de baixa também no setor de combustíveis renováveis neste início de mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo
O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.
O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.
Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.
O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.
Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.
O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.
Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.
Fonte: Pensar Agro
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