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Negociações de milho seguem lentas no país enquanto o mercado concentra atenções na soja

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Mercado de milho apresenta lentidão nas negociações

O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com ritmo travado de negócios em boa parte do país. A baixa movimentação refletiu principalmente a prioridade dos produtores na colheita e comercialização da soja, o que reduziu o foco nas operações com o cereal.

Em algumas regiões, como São Paulo e Paraná, as cotações do milho subiram diante da oferta restrita e da resistência dos produtores em negociar, enquanto compradores buscaram recompor estoques diante da dificuldade de aquisição.

Chuvas atrasam colheita e impactam oferta

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, as chuvas intensas nas últimas semanas provocaram atrasos nas colheitas de milho em regiões do Centro-Oeste e Sudeste.

No estado de São Paulo, consumidores têm enfrentado dificuldade para encontrar lotes disponíveis e começam a aceitar pedidos mais altos dos produtores. Esse cenário tem contribuído para a sustentação dos preços no curto prazo.

Foco do setor está na soja e pressiona ritmo de comercialização

O atual momento do agronegócio é marcado pela concentração de esforços na soja, tanto na colheita quanto na logística de escoamento.

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Com isso, o milho acaba ficando em segundo plano, o que reduz a liquidez no mercado e limita novos negócios.

Segundo analistas, fatores como o clima instável, o atraso da colheita da soja, o plantio da safrinha e o aumento dos custos de frete são elementos que geram incertezas e estimulam movimentos especulativos nas cotações do cereal.

Dólar em queda reduz estímulo às exportações

Entre os dias 5 e 12 de fevereiro, o dólar comercial recuou de R$ 5,253 para R$ 5,1933, registrando baixa de 1,1% no período.

A desvalorização da moeda norte-americana impactou diretamente as operações de exportação, tornando o envio do milho ao exterior menos atrativo para os produtores e tradings.

Cotações regionais mostram variações pontuais

Os preços do milho apresentaram movimentos distintos nas principais praças do país durante a semana:

  • Cascavel (PR): alta de 1,6%, passando de R$ 62,00 para R$ 63,00 por saca.
  • Campinas/CIF (SP): valorização de 5,1%, de R$ 68,00 para R$ 71,50 por saca.
  • Região Mogiana (SP): avanço de 1,5%, de R$ 65,00 para R$ 66,00 por saca.
  • Rondonópolis (MT): estabilidade em R$ 55,00 por saca.
  • Erechim (RS): queda de 1,5%, de R$ 65,00 para R$ 64,00 por saca.
  • Uberlândia (MG): recuo de 1,6%, de R$ 63,00 para R$ 62,00 por saca.
  • Rio Verde (GO): preço estável em R$ 60,00 por saca.
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Nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), as cotações permaneceram inalteradas na base de venda, em R$ 69,00 e R$ 70,00 por saca, respectivamente.

Perspectivas para o mercado

Com o avanço da colheita da soja e a transição para o plantio da safrinha, o mercado de milho tende a retomar ritmo nas próximas semanas, embora o comportamento dos preços deva continuar influenciado pelo clima e pelos custos logísticos.

Enquanto isso, a firmeza nas cotações e o menor volume de oferta devem seguir limitando novas negociações até que o fluxo de colheita e transporte agrícola volte à normalidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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