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Educação do Acre realiza 1ª jornada pedagógica para professores do ensino médio

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) conclui nesta sexta-feira, dia 13, a 1ª jornada pedagógica para professores do ensino médio. A jornada iniciou na última quarta-feira, 11, e está sendo realizada no Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF).

Os encontros são feitos nos turnos da manhã e da tarde. Ao todo participam da jornada pedagógica um total 689 professores, sendo 354 pela manhã e 335 à tarde, inclusive os que foram aprovados e que tomaram posse no último dia 10 de fevereiro.

A jornada pedagógica é realizada concomitantemente em outros municípios e em Rio Branco. Participam professores de diversas escolas, como Humberto Soares, Glória Perez, Sebastião Pedrosa, Pedro Martinello, João Calvino, Esther Maia, José Ribamar Batista, João Batista Aguiar, Armando Nogueira e do próprio Instituto Lourenço Filho.

Jornada pedagógica já contou com a participação dos novos professores empossados no último dia 10 de fevereiro. Foto: Mardilson Gomes/SEE

De acordo com a chefe do Departamento de Ensino Médio da SEE, professora Danielly Mattos, são realizadas duas jornadas pedagógicas por ano e nesta estão sendo trabalhados os temas transversais e o multiletramento que estão previstos na política nacional do ensino médio.

“Estamos levando isso para o contexto da prática docente e o que mudou dentro do currículo, quais são as atualizações, quais são os temas transversais, quais são as competências e as habilidades que o currículo exige e como cada componente curricular pode ser trabalhado em sala de aula”, explicou a professora.

`Professora Danielly Mattos: “Estamos trabalhando os temas transversais e o multiletramento”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Ainda segundo ela, dentro da jornada pedagógica se trabalha o componente específico de cada área, mas o multiletramento tem o objetivo de fazer a integração dos componentes dentro das áreas de conhecimento, como ciências da natureza, ciências humanas e matemática.

Entre os vários componentes trabalhados dentro da jornada pedagógica está o combate à violência contra a mulher. “Trata-se de um tema que faz parte dos temas transversais da política pública traçada pelo Ministério da Educação (MEC)”, enfatiza a chefe do departamento.

Formação para os novos professores

Além dos professores que já fazem parte da rede, a jornada pedagógica contempla os novos professores empossados e lotados nesta semana. Entre eles está Ana Milly Saad, lotada na escola de tempo integral Glória Perez. “Está sendo uma formação muito interessante porque a gente discute os materiais, dá opinião e isso vai ajudar muito, porque esse é um momento de tirar dúvidas”, disse.

Professor Marcelo Pinheiro: primeira vez dando aula na rede pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Outro professor que participa da jornada e que foi lotado recentemente é Marcelo Pinheiro. Ele está lotado na escola Humberto Soares e é a primeira vez que ele dará aula para a rede pública de ensino. Ele dará aulas de inglês. “A gente está aprendendo a ser professor do ensino integral e gosto muito dessa perspectiva de colaborar com outros professores e esse material vai ser muito útil ao longo do ano letivo”, destacou.

Quem também está chegando agora na rede pública é o professor de matemática José Arteiro da Frota. Lotado no Colégio Armando Nogueira (Cean), faz questão de dizer que a jornada pedagógica está sendo muito enriquecedora. “Até porque o professor não pode chegar em sala despreparado, precisa de formação, precisa se atualizar e essa transversalidade é importante porque a matemática não é isolada do conhecimento”, disse.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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