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Açúcar recua nas bolsas internacionais enquanto mercado doméstico registra alta
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Mercado externo de açúcar apresenta baixa generalizada
O mercado internacional de açúcar voltou a operar em queda nesta quinta-feira (19), após recuperação observada na véspera. Os principais contratos futuros negociados nas bolsas de Nova York (ICE Futures) e Londres encerraram o dia em território negativo.
Na ICE, o contrato março/26 do açúcar bruto fechou a US$ 0,1407 por libra-peso, enquanto os vencimentos maio/26, julho/26 e outubro/26 também registraram recuos, refletindo menor apetite por risco diante de oscilações cambiais e dados econômicos globais.
No mercado europeu, o contrato de açúcar branco para maio/26 terminou a US$ 403,30 por tonelada, acompanhando a tendência de baixa nos mercados internacionais. Outros vencimentos seguiram a mesma trajetória.
Dólar e cenário macroeconômico pressionam preços internacionais
Parte da retração nos preços do açúcar está relacionada à valorização do dólar frente a moedas estrangeiras, incluindo o real. O fortalecimento da moeda norte-americana foi impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos acima das expectativas e por um ambiente global de maior aversão ao risco, fatores que estimulam a realização de lucros e pressionam commodities cotadas em dólar.
No Brasil, apesar do movimento externo, o dólar apresentou desvalorização frente ao real. Segundo o Banco Central do Brasil (BCB), a taxa PTAX média do dólar para 19 de fevereiro ficou próxima de R$ 5,22, influenciando diretamente o comportamento dos preços internos de commodities.
Mercado doméstico de açúcar registra valorização
O Indicador Cepea/Esalq mostrou recuperação nos preços do açúcar cristal branco no mercado interno. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 101,90, com alta de 2,67% no dia. Apesar do avanço, o acumulado de fevereiro ainda apresenta queda de 2,85%, indicando pressão nos preços ao longo do mês.
Etanol hidratado acompanha tendência de baixa
No mercado paulista, o etanol hidratado continuou em queda. Pelo Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.083,00 por metro cúbico, recuo de 0,08% no dia. No acumulado de fevereiro, a retração chega a 2,36%, mantendo o viés de enfraquecimento das cotações.
Análise de especialistas
Especialistas apontam que a reversão das altas nos preços do açúcar está diretamente ligada ao fortalecimento do dólar no mercado internacional, que estimula a realização de lucros e reduz a demanda por commodities.
No Brasil, o Banco Central do Brasil segue monitorando indicadores econômicos e expectativas de mercado, como inflação, crescimento econômico e taxa de juros, que afetam diretamente o câmbio e, consequentemente, o desempenho de preços de produtos agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de trigo do Paraná praticamente zeram em 2025 e produção é absorvida pelo mercado interno
As exportações de trigo do Paraná praticamente desapareceram em 2025, consolidando um movimento de forte direcionamento da produção ao mercado interno. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o estado colheu 2,87 milhões de toneladas na última safra, mas exportou apenas 4 toneladas — volume residual destinado ao Equador em dezembro.
Desde então, não há registros de novos embarques, e a expectativa é de que não ocorram exportações relevantes até o início da próxima colheita, prevista para agosto.
Mercado interno absorve produção de trigo
O cenário atual reforça a predominância do consumo doméstico como destino do trigo paranaense. Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano concentra os embarques do cereal, o que indica baixa probabilidade de reversão desse quadro no curto prazo.
A retenção da produção contrasta com o comportamento observado entre 2022 e 2024, quando o estado exportou mais de 800 mil toneladas. Já no período entre 2017 e 2021, os volumes embarcados foram inferiores a 10 mil toneladas.
Qualidade e preços definem fluxo de exportação
De acordo com o Deral, a oscilação nas exportações ao longo dos anos está diretamente relacionada à qualidade do trigo e à competitividade dos preços.
Entre 2022 e 2024, o cereal produzido no Paraná apresentou गुणवत्ता abaixo dos padrões exigidos pelos moinhos nacionais. Aliado a preços mais atrativos no mercado internacional, esse fator impulsionou as exportações.
Por outro lado, entre 2017 e 2021, a combinação de safras menores, maior proporção de trigo de qualidade superior e preços menos competitivos no cenário externo favoreceu a absorção pelo mercado interno.
Safra 2026 deve manter foco no consumo doméstico
Para a safra de 2026, a tendência é de continuidade do atual cenário, com a produção novamente destinada majoritariamente ao consumo interno. A redução da área plantada no estado é um dos fatores que reforçam essa perspectiva.
Segundo o boletim, apenas eventos climáticos adversos, como geadas ou excesso de chuvas durante a colheita — que possam comprometer a qualidade do grão —, poderiam abrir espaço para exportações mais expressivas.
Demanda industrial sustenta retenção no estado
Outro fator determinante é o avanço da demanda por trigo para processamento industrial, especialmente no próprio Paraná. Esse movimento aumenta a capacidade de absorção da produção local e reduz a necessidade de envio ao mercado externo.
Com isso, o estado consolida um cenário de maior integração entre produção e indústria, fortalecendo a cadeia interna do trigo e reduzindo a dependência das exportações no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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