AGRONEGÓCIO
Show Rural Coopavel 2026 bate recorde histórico com 430 mil visitantes e R$ 7,5 bilhões em negócios
AGRONEGÓCIO
Edição de 2026 do Show Rural tem recorde de público e volume de negócios
A 38ª edição do Show Rural Coopavel, realizada entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel, bateu um recorde histórico de público e volume de comercializações. Ao longo dos cinco dias de visitas técnicas, o evento recebeu 430,3 mil visitantes, superando a marca anterior de 2025, quando mais de 407 mil pessoas passaram pelo parque tecnológico.
O volume de negócios movimentado pelos expositores atingiu R$ 7,5 bilhões, também acima dos R$ 7,05 bilhões registrados no ano anterior, consolidando o Show Rural como um dos maiores eventos agropecuários do mundo.
Inovação e sustentabilidade impulsionam o sucesso do evento
De acordo com o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o sucesso da feira é resultado direto da qualidade das inovações tecnológicas apresentadas e dos investimentos crescentes em pesquisa e desenvolvimento feitos pelas empresas participantes.
Segundo ele, o interesse dos produtores rurais por novas tecnologias, capacitação e sustentabilidade tem crescido de forma expressiva, impulsionando o dinamismo do agronegócio.
“Estamos todos muito felizes, porque cumprimos o propósito do Show Rural: levar o melhor em informação técnica aos produtores, contribuindo para acelerar o uso de novos conhecimentos no campo e otimizar resultados”, afirmou Grolli.
Presença internacional e caravanas de todo o país marcam o evento
O Show Rural 2026 também se destacou pela ampla participação nacional e internacional, reunindo dezenas de caravanas de diferentes estados brasileiros e representantes de mais de 20 países. O tema desta edição, “A força que vem de dentro”, destacou o papel da inovação e da cooperação na evolução do agronegócio brasileiro.
Outro destaque foi o recorde de alunos de escolas técnicas e universidades que participaram das atividades educacionais, reforçando o caráter formativo e tecnológico do evento.
Coopavel confirma data da próxima edição em fevereiro de 2027
Durante o encerramento, o presidente Dilvo Grolli anunciou oficialmente as datas da próxima edição: o 39º Show Rural Coopavel acontecerá de 1º a 5 de fevereiro de 2027, novamente no parque tecnológico de Cascavel (PR).
“Esperamos todos em fevereiro do ano que vem para mais uma edição que promete trazer ainda mais tecnologia e oportunidades ao campo”, convidou o dirigente.
Relevância econômica e impacto no agronegócio brasileiro
O Show Rural Coopavel é considerado um dos três maiores eventos do agronegócio do mundo e referência em inovação, gestão e sustentabilidade no campo. Em 2026, o evento reafirmou seu papel estratégico na difusão de tecnologias agrícolas e na conexão entre produtores, pesquisadores e empresas, fortalecendo o setor e impulsionando a economia do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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